A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, vai defender este sábado em Ermeside a recondução de Joana Marques Vidal ao cargo de Procuradora Geral da República durante o seu discurso da rentrée. O mandato de Joana Marques Vidal termina agora em outubro e tem suscitado várias reações.

Também este sábado, o jornal Expresso publicou a opinião de três deputados, um ex-ministro e o ex-secretário de Estado do governo de Passos Coelho a defender o mesmo. “É muito mais que a escolha de um nome. Trata-se de escolher o regime e o país que queremos. (…) Se António Costa decidir propor a Marcelo Rebelo de Sousa a não recondução da atual PGR, legitimará o branqueamento do sistema de corrupção e de abuso de poder do passado recente e ficará irremediavelmente comprometido com o regresso provável a um regime de impunidade que tantos danos causou a Portugal”, defendem Miguel Morgado, António Leitão Amaro, Duarte Marques, Miguel Poiares Maduro e José Eduardo Martins.

Segundo o Diário de Notícias, Assunção Cristas deverá dizer que Joana Marques Vidal “dá garantias de isenção e de independência”. “No curto prazo, continuaremos a pugnar pela recondução da atual Procuradora Geral da República”, acrescenta no discurso citado pelo DN.

O Expresso, na sua edição deste sábado, refere que António Costa vai ouvir todos os partidos antes de propor ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, se reconduz a Procuradora Geral da República, responsável máxima pelo Ministério Público, ou não. Uma fonte contactada pelo Expresso garante que não haverá “finca-pé” entre o chefe de estado e o chefe de governo.

O CDS-PP vai também, no seu discurso, “posicionar-se como a alternativa ao Governo das esquerdas, será um discurso de liderança da oposição com uma critica forte ao Governo nas áreas da saúde, dos transportes e do funcionamento dos serviços públicos”, antecipou à Lusa o vice-presidente Adolfo Mesquita Nunes.