Brexit

Brexit. Reino Unido leva puxão de orelhas de Bruxelas por cartas enviadas a outros países

O Reino Unido enviou cartas aos 27 estados membros apelando a reuniões bilaterais caso as negociações para o Brexit falhassem. Bruxelas descobriu, não gostou e repreendeu os britânicos.

WILL OLIVER/EPA

O Reino Unido foi repreendido por Bruxelas. Tudo porque o governo britânico enviou cartas aos restantes 27 estados membros a pedir reuniões paralelas caso as negociações para o Brexit falhassem. A União Europeia descobriu e, através de Michel Barnier, responsável pelas negociações do lado europeu, censurou Dominic Raab, secretário de estado para o Brexit do governo de Theresa May, pela atitude.

A notícia é avançada esta quarta-feira pelo The Guardian, que dá ainda conta de que esta chamada de atenção aconteceu na última reunião que ambos mantiveram no âmbito das conversações para a saida do Reino Unido da União Europeia.

As missivas enviadas por Londres aconselhavam os diversos governos europeus a estarem preparados para a possibilidade de negociarem individualmente com o Reino Unido caso não houvesse entendimento com Bruxelas.

O governo britânico enviou as cartas depois de uma indicação do secretário de estado dos Transportes, Chris Grayling. Nesta área  não tem sido fácil conseguir avanços e, há cerca de duas semanas, a comissária europeia Violeta Bulc disse ao governante que se não for encontrado um consenso até ao fim do ano nesta matéria não haverá mais entendimentos para proteger a economia do Reino Unido.

Segundo relata o jornal, quando Michel Barnier repreendeu Raab a propósito das cartas enviadas pelo seu executivo, fê-lo de forma firme, dizendo ao secretário de estado britânico que “se não houver acordo não haverá confiança”.

Nos últimos tempos, as negociações têm-se intensificado e o próprio responsável europeu admitiu a possibilidade de “nas próximas seis a oito semanas” ser alcançado um acordo correspondente à primeira fase das negociações.

Theresa May tem-se batido por um “soft Brexit”, uma saída em que se procure manter o Reino Unido “como o principal aliado” de Bruxelas. Mas não tem sido fácil de convencer nem os estados membros mais reticentes nem o seu próprio partido. Internamente, a primeira-ministra britânica tem enfrentado uma forte resistência por parte dos conservadores, que preferem uma saída menos amigável.

Recorde-se que o acordo entre as duas partes tem de ser concluído até ao dia 29 de março do próximo ano.

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