Pedro Duarte volta a posicionar-se na sucessão a Rui Rio que considera que devia acontece o quando antes, “a bem do país”. Em entrevista à TSF, o antigo líder da JSD é questionado sobre se a mudança de líder dos sociais-democratas deve acontecer antes das eleições do próximo ano e a resposta vai no sentido de acelerar o mais possível esse processo, até porque “o próprio líder do PSD tem afirmado que não vai mudar”. A urgência não implic,a no entanto, pressa em assumir o poder, até porque o social-democrata admite que ficará “muito feliz e satisfeito” se o candidato for outra pessoa que defenda as mesmas ideias.

“Quanto antes melhor”, diz o social-democrata quando a pergunta é sobre o timing para o desafio à liderança de Rui Rio, eleita em janeiro. Mas não concretiza mais do que isso, na entrevista que será emitida este sábado. Nem mesmo garante que seja ele o protagonista.

“Aquilo que me move é uma ideia para o país, se achar que há protagonistas que têm a mesma ou mais capacidade do que eu para levar a cabo essa ideia, há um lado em mim mais pessoal, mais individualista que dará um passo atrás. Não tenho nenhuma ambição pessoal “, assume na entrevista. Pedro Duarte diz mesmo gostar da “vida tranquila” que tem hoje em dia (é diretor para as relações internacionais da Microsoft Portugal, tendo estado mais resguardado da atividade política nos últimos anos): “Se eu vir que estas ideias são implementadas por outro, acreditem que ficarei muito feliz e satisfeito”.

Quanto ao que tem de ser feito no partido, o homem que foi diretor de campanha de Marcelo rebelo de Sousa nas últimas presidenciais não tem dúvida que o “PSD devia mudar de estratégia e para mudar de estratégia vai ser essencial mudar de liderança”.

O social-democrata começou por posicionar-se numa entrevista ao Expresso, no início de agosto, onde já utilizava a mesma fórmula sobre o tempo para avançar, defendendo como necessário “mudar de estratégia e de liderança tão cedo quanto possível”. “A maioria não quer esta opção”, considerava então o antigo líder da JSD.

Mais recentemente, Pedro Duarte lançou um manifesto com o objetivo de “criar um programa alternativo para o país”. “Não é de maneira nenhuma uma forma de conspiração”, disse então ao Observador, garantindo que nesta plataforma, “militante do PSD não entra”.