“Já há acordo entre o Governo e a ANA – Aeroportos de Portugal”, avançou este domingo à noite Luís Marques Mendes, no seu habitual espaço de comentário no Jornal da Noite da SIC, afirmando que o novo aeroporto no Montijo deverá avançar já na primeira quinzena de outubro. 

O novo aeroporto terá um custo de mil milhões de euros, valor que será suportado na totalidade pela ANA — o investimento será compensado pelo alargamento da concessão inicial, declarou ainda Marques Mendes. A obra deverá estar concluída em 2022, o que inclui o novo aeroporto do Montijo e a ampliação do aeroporto da Portela, com um aumento de capacidade previsto em cerca de 20%.

Para Marques Mendes, este é um grande avanço para o país: se em 2017 houve uma perda de 680 mil passageiros, refere, em 2018 essa perda pode chegar a 1,8 milhões.

Diretor da Polícia Judicial Militar “já devia ter sido demitido”

Face às notícias avançadas durante o fim de semana, referentes ao roubo de Tancos, Luís Marques Mendes diz que o diretor da Polícia Judicial Militar (PJM) “já devia ter sido demitido”, mesmo não estando acusado e condenado, uma vez que sobre ele recai uma “suspeita gravíssima” que “ameaça e mina” a credibilidade das Forças Armadas. “É uma competência do Governo, [o diretor] deve sair imediatamente. Até me espanta que ao fim de 48 horas ainda não tenha havido um despacho para substituí-lo.”

Marques Mendes sugeriu ainda que o Governo deve mandar fazer — também de imediato — uma “auditoria independente à atuação da PJM”, pelo menos durante o período referente ao mandato do atual diretor, que admitiu perante o juiz de instrução que o roubo de Tancos “foi encenado”. Será a única forma de perceber, com rigor, se este tipo de comportamento não aconteceu noutras situações. “É indispensável que o Governo atue, primeiro demitindo o diretor e mandando fazer uma auditoria independente. Isto é muito grave e eu vejo toda a gente em silêncio.”

Passos Coelho quer voltar à liderança do PSD

O comentador falou ainda do facto de Pedro Passos Coelho ter recusado ser condecorado pelo Presidente da República. Na opinião de Marques Mendes, não foi por “deselegância”, mas sim porque Passos Coelho não quer ser visto “como um reformado político”. Para o comentador, o ex-primeiro-ministro quer “regressar à vida política ativa” e quer voltar a ser líder do PSD e Primeiro-ministro. “De alguma forma, ele acha que a sua obra está inacabada. É preciso ver que ele nunca perdeu uma eleição.”