Tabaco

Carta assinada por 72 peritos pede políticas mais flexíveis nas alternativas ao cigarro

'Inovação no controlo do tabaco' é o mote de uma carta enviada por 72 especialistas internacionais à OMS com um apelo: que flexibilize alternativas ao consumo de cigarros para prevenir doenças.

AFP/Getty Images

Um grupo de 72 especialistas em saúde pública com posições anti-tabágicas apelou esta semana à Organização Mundial de Saúde (OMS) que adote políticas mais flexíveis face aos cigarros alternativos e que incentive tecnologias mais inovadoras para ajudar à prevenção de doenças causadas pelo consumo de tabaco. O pedido foi formalizado numa carta entregue esta semana à entidade internacional e a que deram o título de ‘Inovação no controlo de tabaco’.

Reunidos em Genebra desde 1 de outubro até ao próximo dia 6, estes especialistas encontram-se a cada dois anos para debater a evolução e atualizações ao tratado internacional assinado por várias entidades em maio de 2003 no sentido de discutir e propor políticas de prevenção e combate ao tabagismo. O ‘WHO Framework Convention on Tobacco Control‘ foi, aliás, um dos mais rápidos tratados internacionais assinados sob a alçada das nações Unidas.

Desde então, têm sido debatidas várias soluções na área da saúde pública para responder aos problemas gerados pelo consumo de tabaco. Este ano, o apelo vai no sentido de se flexibilizarem soluções alternativas aos cigarros tradicionais, como é o caso dos recentes cigarros de tabaco aquecido e outras tecnologias que tentam minorar o impacto na saúde dos consumidores.

De acordo com os subscritores da carta enviada à OMS, “ainda há uma certa solidariedade nos mecanismos nacionais de políticas anti-tabaco”. E isso, reforça, leva a que se normalizem medidas que, não acabando com o consumo de tabaco, proíbem outras opções com menos malefícios para a saúde. Entre os três exemplos que criticam está a proibição, em muitos países, dos cigarros eletrónicos ou do tabaco aquecido e a equiparação legal entre os cigarros tradicionais e os que não exigem combustão. Essas políticas, defendem os especialistas, “são péssimas ideias que acabam por proteger o negócio tradicional de cigarros, ao mesmo tempo que perpetuam as doenças e morte causados pela prática de fumar”.

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