Rádio Observador

Mercados Financeiros

Amazon e Google continuam a gastar, mas não estão a faturar como dantes

Investidores não perdoaram que Amazon tenha dececionado, pelo segundo trimestre consecutivo, com vendas abaixo das expectativas. A época natalícia também não inspira especial otimismo.

SASCHA STEINBACH/EPA

A gigante da distribuição norte-americana Amazon dececionou os investidores ao apresentar um crescimento das vendas trimestrais que ficou abaixo das expectativas do mercado — foi o segundo trimestre consecutivo de resultados dececionantes para a retalhista. Outra “big tech” a dececionar os investidores foi a Alphabet, empresa-mãe do “império” Google, cujo crescimento de 22% nas receitas ficou abaixo do ritmo conseguido no trimestre anterior. Tanto uma como outra foram castigadas em bolsa, num momento delicado não só nos mercados financeiros nos EUA como, também, em outras partes do mundo. As empresas tecnológicas, que na primeira metade do ano derrubaram vários recordes sucessivos, estão ainda mais vulneráveis caso demonstrem que as receitas não crescem como dantes (enquanto os custos continuam a aumentar).

Os resultados da Amazon já saíram depois do fecho do mercado, na quinta-feira, mas as indicações do chamado “pré-mercado” apontam para uma abertura muito negativa das ações da empresa liderada por Jeff Bezos, na ordem dos 10%. No mínimo, irão dissipar-se todos os ganhos da sessão positiva de quinta-feira, quando os investidores aguardam com otimismo os números da retalhista.

A Amazon acabaria, porém, por divulgar números (sobretudo as vendas) dececionantes, o que acontece dois trimestres consecutivos pela primeira vez em quatro anos. Não só as vendas da atividade de retalho ficaram abaixo do esperado, apesar do aumento de quase 30% nessa rubrica. O pior, contudo, foi o prognóstico para a crucial época natalícia: vendas totais até 72,5 mil milhões de dólares no período que inclui o Dia de Ação de Graças e o Natal — os analistas previam mais, em média, 73,9 mil milhões. A empresa disse estar a ser conservadora e mostrou surpresa pelo facto de o mercado ver neste prognóstico um sinal de fraqueza.

Estes dois indicadores acabaram por ofuscar por completo o facto de este ter sido, apesar de tudo, um trimestre de lucros recorde para a Amazon: 2,9 mil milhões de dólares, ou 2,6 mil milhões de euros. O que preocupa os investidores é que, à medida que o crescimento das vendas desacelera, o investimento e os custos (que subiram 22%, para 52,9 mil milhões) continuam a refletir a grande aposta da Amazon na expansão internacional e na construção de “data centers” para suportar os serviços de cloud computing da Amazon.

A mesma tendência encontra-se na Alphabet: o crescimento das receitas da área de Search (pesquisas) e YouTube não foram além dos 22%, segundo a Bloomberg, um ritmo inferior ao do trimestre anterior. Ao mesmo tempo, os custos operacionais (e investimentos) dispararam 49% face ao período homólogo, para 5,28 mil milhões. Também a Alphabet está a apostar na área da nuvem e na inovação na área dos smartphones e outros dispositivos móveis.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: ecaetano@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)