O Governo moçambicano vai desembolsar 206 milhões de meticais (2,9 milhões de euros) para o plano de contingência da época chuvosa 2018/2019, anunciou esta quinta-feira o porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).

“O valor está inscrito no Orçamento de Estado que deverá ser aprovado pelo parlamento e visa apoiar o plano de contingência na identificação das principais ameaças”, disse à Lusa Paulo Tomás.

O plano de contingência do INGC prevê três cenários: o primeiro é de ventos fortes, inundações localizadas nas vilas e cidades e seca, sendo que a população afetada em caso deste cenário prevalecer será de 875.791 pessoas.

O segundo cenário compreende, além de ventos fortes, inundações localizadas e seca, a ocorrência de cheias nas bacias hidrográficas e de ciclones, e neste caso o número de afetados poderá atingir 1,5 milhões de pessoas.

O último cenário pode afetar 1,7 milhões de pessoas e prevê a junção das calamidades do primeiro e segundo cenários adicionados à ocorrência de sismos.

Entre outubro e abril, Moçambique é ciclicamente atingido por cheias, fenómeno justificado pela sua localização geográfica, sujeita à passagem de tempestades e, ao mesmo tempo, a jusante da maioria das bacias hidrográficas da África Austral.

Paradoxalmente, o sul do país é igualmente afetado por secas prolongadas durante este período.

Na última época chuvosa, pelo menos 61 pessoas morreram devido às calamidades em Moçambique e outras 152.246 foram afetadas, sendo as províncias de Niassa, Cabo Delgado, Nampula e Zambézia as mais afetadas, segundo dados oficiais.

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