As fábricas de automóveis, entre muitas outras, obrigam a funções que nem sempre se coadunam com as necessidades e resistência do esqueleto humano. Por outro lado, se os funcionários conseguissem carregar mais umas dezenas de quilogramas, ou trabalhar dobrados mais umas horas, quem programa as linhas de montagem ficaria contentíssimo, desde que os seres humanos suportassem o esforço adicional. Para resolver os dois problemas, de uma só vez, a Kia e a Hyundai aderiram à robótica e aos robots que se podem “vestir” para reforçar o esqueleto humano.

O que a Kia fez não foi produzir um novo Robocop, ou seja, um funcionário em parte homem (ou mulher) e em parte robot. Em vez disso, optimizou o Hyundai Vest Exoskeleton (H-VEX) e depois da demonstração do Chairless Exoskeleton (H-CEX) em Agosto, na fábrica americana do grupo sul-coreano Hyundai-Kia, esta última está apostada em colocar o H-VEX à prova, de forma intensiva, ainda este ano.

O H-CEX foi desenvolvido para uso industrial, assumindo-se como um sistema destinado a proteger os joelhos, permitindo ao funcionário trabalhar sentado, mesmo quando não tem cadeira. Pesa apenas 1,6 kg, mas consegue suportar até 150 kg, conseguindo adaptar-se, através de cintas, à cintura, coxas e joelhos dos trabalhadores.

O H-VEX, por outro lado, visa aliviar os esforços que prejudicam o pescoço e as costas dos operários, reforçando-lhes a capacidade de suportar carga em cerca de 60 kg. E apresenta vantagens notáveis quando é necessário desempenhar qualquer função com os braços acima da cabeça, a pior situação possível, mas por vezes difícil de evitar numa linha de produção, de automóveis ou não.

Este uso de exosqueletos, ou robots que se podem “vestir”, é um avanço em que toda a gente ganha. O operário, obviamente, mas também a empresa, que assim pode ser mais eficiente sem lesar, ou provocar lesões, a quem realiza o trabalho pesado.