O presidente moçambicano, Filipe Nyusi, parte esta segunda-feira do aeroporto de Maputo para uma vista oficial à Noruega, entre terça e quinta-feira, numa altura em que os dois países mantêm relações em vários domínios, anunciou o palácio da presidência.

A Noruega participa no grupo constituído por nove oficiais internacionais que está a dar apoio técnico e aconselhamento ao processo de desarmamento, desmobilização e reintegração (DDR) na sociedade civil dos efetivos armados da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição.

No plano económico, o Governo de Moçambique e a companhia norueguesa Yara International assinaram em julho de 2017, em Maputo, um memorando de entendimento para produção de fertilizantes a partir de gás natural a extrair dentro de quatro a cinco anos da bacia do Rovuma, norte do país.

O apoio ao desenvolvimento prestado pela Noruega a Moçambique é antigo e tem abrangido as áreas de energia, saúde, pescas, além de ajuda no que respeita à boa governação, auxiliando o processo de descentralização.

A Noruega recomendou ainda, em setembro, que Moçambique crie dois fundos soberanos, um de poupança e outro de estabilização, para apoiar a gestão de receitas provenientes de recursos minerais e potenciar a economia moçambicana.

A visita de Filipe Nyusi surge a convite da primeira-ministra norueguesa, Erna Solberg, pela qual o chefe de Estado será recebido.

Além de manter conversações oficiais com a primeira-ministra norueguesa, Filipe Nyusi vai reunir-se em separado com o príncipe herdeiro, a presidente do parlamento norueguês bem como com a comunidade moçambicana residente naquele país, entre outros.