A Caixa Geral de Depósitos vai vender os bancos na África do Sul e em Espanha por 565 milhões de euros. Esta soma resulta da escolha, aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros, dos candidatos selecionados para a aquisição do Banco Caixa Geral em Espanha e do Mercantile Bank na África do Sul.

A venda destas operações internacionais é um dos compromissos assumidos no plano de reestruturação da Caixa aprovado pela Comissão Europeia no quadro da recapitalização do banco público aprovada e realizada em 2017. A operação de retalho em França ficou de fora do plano de desinvestimento internacional, após a autorização da Comissão Europeia.

O espanhol Abanca vai pagar 364 milhões de euros pela compra de 99,79%  do Banco Caixa Geral em Espanha. Segundo a instituição, este valor resulta “da aplicação de um múltiplo de cerca de 0,65 ao ‘book value’ da entidade adquirida”. O Abanca afirma que a compra “incrementa em 7.000 milhões de euros” o seu volume de negócios, “permite subir uma posição no ‘ranking de entidades espanholas em termos de património líquido, ascendendo à sétima posição, e dois níveis na classificação do setor por ativos, situando-o no oitavo lugar”.

A integração do Banco caixa Geral permitirá também ao Abanca complementar a sua rede comercial, “expandindo a sua atividade nas províncias espanholas e reforçando a sua presença em outras onde já opera”.

O negócio do Banco Caixa Geral está “quantificado em 3.446 milhões de crédito, 2.950 milhões de euros em depósitos de clientes e 389 milhões em ativos sob gestão”, segundo a informação divulgada pelo Abanca.

Já a operação sul-africana será vendida por 201 milhões de euros ao Capitec Bank Limited. O banco tem 34 agências. Em comunicado, a Caixa adianta que a concretização destas alienações está sujeita à verificação de várias condições, nomeadamente de natureza regulatória. Além dos contratos de compra e venda, serão assinados acordos de cooperação comercial entre a Caixa e os dois compradores que vão permitir “continuar a dar apoio aos clientes da CGD que residem ou operam nesses mercados”.

A instituição liderada por Paulo Macedo diz que a racionalização e maior foco na estrutura internacional vão permitir libertar mais capital e reduzir perfil de risco. As operações agora vendidas foram responsáveis por lucros de 23 milhões de euros no primeiro semestre deste ano.