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Benfica fala em “suspeitas legítimas perante o crime organizado que perdeu toda a vergonha”

Benfica comentou na sua newsletter o recente ataque informático à PLMJ e fala em estrutura criminosa organizada. Blogue Mercado de Benfica, agora num servidor iraniano, foi novamente encerrado.

LUSA

O Benfica reagiu esta quarta-feira ao recente ataque informático feito à PLMJ – Sociedade de Advogados, um dos escritórios que estão a trabalhar com os encarnados nos últimos tempos, para justificar a existência, “de forma inequívoca”, de uma “estrutura criminosa altamente organizada e profissional”. “Acaba com todas as dúvidas sobre a origem e quem está por trás do roubo dos nossos emails, eliminando em definitivo a tese de que tal roubo poderia resultar de uma fuga interna”, destaca a newsletter diária do clube, no dia em que o blogue Mercado de Benfica, que já tinha sido fechado na sua primeira versão em WordPress, voltou também a ser encerrado na sua nova localização num servidor iraniano.

“Como se sabe, a face visível dessa rede criminosa tornou-se pública quando, através do Porto Canal, o diretor de comunicação do FCP surgiu como porta-voz do roubo dos emails, num crime que está sob investigação e que já levou à sua constituição como arguido, bem como de todos os administradores do FC Porto, neste caso pelo crime de ofensa a pessoa coletiva. A coincidência de, na mesma altura, surgirem como figuras de destaque no Porto Canal elementos com ligações de amizade a um reconhecido hacker integrado numa rede internacional de cibercrime (e que se encontra em parte incerta) bem como o recente surgimento num canal de televisão, como elemento afeto ao FC Porto, do advogado desse hacker no passado, são sinais que tornam cada vez mais evidentes as ligações e as razões porque a alegada correspondência privada do Benfica foi ter às mãos do diretor de comunicação do FCP”, defende o mesmo texto que faz parte da newsletter.

“As motivações, o empenho no tempo, a estratégia meticulosa – com alvo (ou alvos) muito claro(s) – que não olha aos danos que provoca, seja de foro privado ou de direitos ao abrigo do segredo profissional, e ainda os meios alocados por esta rede criminosa, tornam óbvio que não se trata de um trabalho gracioso, até porque este tipo de cibercrime institucional e empresarial é encarado como um negócio por estas redes criminosas. O cerco aperta-se e estamos certos que, a cada dia que passa, as autoridades estarão mais próximas de conseguir apurar todas as responsabilidades”, acrescentam os responsáveis encarnados, no reforço de uma acusação que já tinha sido feita no último ano e meio através de diversos interlocutores e canais.

“Também aumentam as preocupações. Porque uma rede criminosa que invade instituições também é capaz de facilmente ter acesso a correspondência privada dos mais diversos agentes desportivos – o que, somado a invasões de centros de treinos de árbitros e ameaças físicas e patrimoniais a eles e suas famílias, pode explicar muitos dos erros incompreensíveis a que temos assistido ultimamente. São suspeitas legítimas perante o crime organizado que perdeu toda a vergonha, que se sente impune e que tem motivações e porta-vozes conhecidos”, conclui a missiva do Benfica.

Pouco depois do texto do Benfica, Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto, reagiu através da sua conta oficial do Twitter às acusações. “Crime organizado é corromper funcionários judiciais para entrar no Citius. O resto é areia para os olhos dos adeptos menos esclarecidos”, respondeu o responsável azul e branco.

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