CDS-PP

CDS disponível para diálogos sobre maioria pois o país “não precisa de ser pequenino”

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Assunção Cristas diz estar convencida de que "não se vai lá com as esquerdas unidas", mostrando-se disponível para dialogar no sentido de uma maioria parlamentar.

A presidente do CDS fez estas declarações no final da sua intervenção na primeira Convenção da Europa e da Liberdade

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

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  • Agência Lusa
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A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, declarou esta sexta-feira que Portugal “não precisa de ser sempre pequenino”, mas considerou que “não se vai lá com um Governo socialista”, mostrando-se disponível para dialogar no sentido de uma maioria parlamentar.

Nós estamos convencidos de que Portugal não precisa de ser sempre pequenino. E estamos convencidos que Portugal não precisa de estar sempre na cauda da Europa e estar sempre na cauda dos países mais desenvolvidos quando nos comparamos com a OCDE e a fotografia é sempre triste para Portugal”, afirmou.

A presidente do CDS fez estas declarações no final da sua intervenção na primeira Convenção da Europa e da Liberdade, organizada pelo Movimento Europa e Liberdade (MEL), em Lisboa.

Agora, também estamos convencidos que não se vai lá com um Governo socialista, não se vai lá com o primeiro-ministro António Costa, não se vai lá com as esquerdas unidas”, apontou.

Numa declaração em que recordou as principais linhas orientadoras por que se rege o partido, Cristas considerou “possível construir uma verdadeira alternativa” para o país. Na opinião da centrista, esta alternativa “não passa por António Costa” nem pelo PS. “Nós queremos uma alternativa sim, mas uma alternativa de centro e de direita, não uma alternativa de esquerda”, vincou.

Assunção Cristas recusou que isto seja “ambição demais”, e lembrou que o atual Governo é “encabeçado por alguém que não ficou em primeiro lugar nas eleições de 2015”. “E isto quer dizer que o voto de todos nós tornou-se bastante mais livre”, tendo ficado claro que “é preciso constituir uma maioria parlamentar de 116 deputados”.

“Como é que eles aparecem? Não é a mim que cabe dizer, isso é a todos os portugueses que vão votar que cabe dizer”, disse Cristas, falando na possibilidade da junção de “dois partidos, três, quatro, dos que for”.

Falando para um público da mesma ala política, a presidente do CDS-PP instou os presentes a “fazer a sua parte” neste sentido, e abriu a porta a diálogos. “No espaço político de centro-direita, todas as possibilidades para trabalhar, para dialogar, para constituir uma maioria de 116 deputados”, disse.

Cristas aproveitou também para rejeitar a opção de se juntar a PS num bloco central, considerando que se não for possível eleger 116 deputados o CDS-PP vai “continuar a ser oposição”.

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