Na antecâmara dos oitavos de final do Open da Austrália, dez anos de idade e 15 lugares no ranking WTA separavam Simona Halep e Serena Williams. Contudo, entre a romena que lidera atualmente a classificação das melhores tenistas do mundo e a norte-americana que é considerada uma das melhores de sempre existe uma diferença de 19 Grand Slams (Halep ganhou quatro, Williams ganhou 23). O torneio australiano foi o último dos quatro principais do circuito internacional que a norte-americana ganhou e, depois da mediática derrota perante Naomi Osaka na final do US Open no passado mês de setembro, Serena Williams quer voltar a erguer troféus.

E pode consegui-lo já durante este mês de janeiro. Com os parciais de 6-1, 4-6, 6-4, a norte-americana de 37 anos, atual 16.ª do ranking WTA, venceu esta segunda-feira a número 1 do mundo — algo que não alcançava desde 2013, quando bateu a bielorrussa Victoria Azarenka — e assumiu o estatuto de grande candidata a conquistar o Open da Austrália. A acontecer, Serena Williams vai ganhar o primeiro Grand Slam desde que regressou à competição depois de ter a primeira filha e igualar ainda a marca da australiana Margaret Court, ao somar 24 títulos no Open da Austrália, US Open, Wimbledon e Roland Garros.

O encontro entre Halep e Williams era um dos mais antecipados do torneio australiano e não desiludiu — o confronto durou uma hora e 47 minutos e o segundo set, vencido pela romena, garantiu um suspense adicional aos últimos minutos da partida. No final, depois do ponto decisivo, a norte-americana levantou os dois braços e olhou, parada, para o court: o objetivo está agora um bocadinho mais perto. Na entrevista pós-jogo, ainda no recinto australiano, explicou como conseguiu agarrar a vitória. “Foi um jogo intenso e tive pontos realmente inacreditáveis. Precisei mesmo de elevar o meu jogo. Ela é a número 1 do mundo. Eu sou uma lutadora. Nunca desisto. É algo que é inato, definitivamente. O facto de eu estar aqui e de poder fazer algo que adoro é um milagre. Este é o meu trabalho e é um super prazer. Isso mantém-me motivada e faz-me continuar a lutar por cada ponto”, atirou Serena Williams, que no total liderou o ranking WTA durante 319 semanas.

O cumprimento das duas tenistas no final do encontro que terminou com a vitória da norte-americana

No Instagram, já depois de ter partilhado uma fotografia da partida, a tenista norte-americana fez outra publicação e acrescentou uma descrição onde revela que está confiante no que toca à conquista do Open da Austrália. “A Rainha voltou a estar em forma. Dá-lhes. Vais ganhar este…vai ser um janeiro magnífico”, escreveu a atleta.

Nos quartos de final, Williams vai encontrar a checa Karolína Plíšková, atual número 7 mundial. Nos outros jogos, Naomi Osaka vai defrontar a ucraniana Elina Svitolina, a russa Anastasia Pavlyuchenkova vai enfrentar a norte-americana Danielle Rose Collins e a checa Petra Kvitová vai encontrar-se com a australiana Ashleigh Barty. No torneio masculino, Alexander Zverev — atual número 4 do ranking ATP que ganhou proeminência ao vencer Roger Federer na final do ATP Finals –, foi surpreendentemente eliminado pelo canadiano Milos Raonic nos oitavos de final. Raonic vai encontrar o francês Lucas Pouille na próxima fase: enquanto que Rafael Nadal enfrenta Frances Tiafoe, Roberto Bautista Agut defronta Stefanos Tsitsipas (que eliminou Federer) e Novak Djokovic encontra o japonês Kei Nishikori.