A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, considerou esta quinta-feira que o fim das convenções com a ADSE não vai afetar apenas os beneficiários desse subsistema, mas todos os portugueses, porque vai sobrecarregar o Serviço Nacional de Saúde.

Este Governo das esquerdas unidas não está nada interessado em dar força e em continuar com a ADSE [subsistema de saúde dos funcionários públicos], pelo contrário”, começou por dizer a centrista. Para Assunção Cristas, “este Governo está interessado em acabar e em destruir a ADSE”.

Mas é bom que perceba que quando o está a fazer põe em causa a saúde, não apenas para um milhão e duzentos mil beneficiários da ADSE que descontam todos os meses de forma suplementar mais 3,5% do seu vencimento, mas está também a pôr em causa a qualidade da saúde para todos os 10 milhões de portugueses, uma vez que estes, sem alternativa, muitos deles irão engrossar as filas de espera no SNS”, considerou.

A presidente e deputada do CDS-PP falava aos jornalistas no parlamento, no final de uma reunião com a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada.

“Estas esquerdas unidas, que gostam de se encher na defesa daqueles que têm menos recursos, neste caso eu acho que estão a ver o filme ao contrário”, salientou.

Na opinião de Assunção Cristas, o Serviço Nacional de Saúde “não vai ter capacidade de absorver” quem antes era beneficiário da ADSE, nem “dar uma resposta em tempo e com qualidade a toda a gente”.

Cristas voltou a defender que a ADSE deveria “ser reforçada” e ser aberta a todos os portugueses que dela quisessem ser beneficiários”.

Os grupos José de Mello Saúde (rede CUF), Luz Saúde e Lusíadas Saúde comunicaram esta semana que vão romper as convenções com a ADSE, o subsistema de saúde dos funcionários públicos, com efeito a partir de abril.