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Barroso regressa para criticar “indiferença e resignação” perante divergência económica de Portugal face à Europa

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O ex-primeiro-ministro 'participou' por vídeo em evento do PSD para alertar para "o facto de Portugal não estar a convergir" com a Europa e estar a crescer menos do que países concorrentes diretos.

ETTORE FERRARI/EPA

O antigo primeiro-ministro Durão Barroso avisou hoje que com os atuais níveis de crescimento económico, em divergência com a União Europeia, Portugal não vai conseguir realizar os objetivos necessários, criticando a “indiferença e resignação” perante esta questão.

Num vídeo divulgado durante a primeira Convenção Nacional do Conselho Estratégico Nacional do PSD, que decorre hoje em Santa Maria da Feira, o ex-presidente da Comissão Europeia mostrou-se preocupado com “o facto de Portugal não estar a convergir com a União Europeia, na realidade estar a divergir”.

“É verdade que estamos a crescer, mas estamos a crescer menos do que países que passaram por dificuldades muito semelhantes às nossas. Estamos a crescer menos que a nossa vizinha Espanha, estamos a crescer muito menos do que a Irlanda e países da Europa Central e de Leste que entraram na União Europeia depois de nós e na altura com uma riqueza per capita abaixo de Portugal, já nos ultrapassaram”, elencou.

O que também mereceu um sinal de preocupação do antigo presidente da Comissão Europeia foi “o facto de isto ter vindo a ser encarado com alguma bonomia ou com alguma indiferença ou alguma resignação”.

“Talvez seja porque houve dificuldades, há um relaxamento e as pessoas acham que as coisas até podem ir relativamente bem, mas não vão. Com este crescimento Portugal não pode realizar os objetivos do ponto de vista social e cultural de que Portugal precisa”, advertiu o atual presidente do banco norte-americano Goldman Sachs.

Para Durão Barroso, Portugal “pode, deve e já fez” melhor, dando o exemplo da adesão à União Europeia, com um crescimento acima da média, período durante o qual Portugal se modernizou “não apenas em infraestruturas”.

No programa de ajustamento, durante o período da ‘troika’, o antigo líder social-democrata considerou que “Portugal surpreendeu os observadores”.

“Portugal pode fazer mais e melhor”, insistiu o antecessor do luxemburguês Jean Claude Juncker, atual presidente da Comissão Europeia.

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