A República Democrática do Congo (RDCongo) confirmou este sábado um caso do Ébola na cidade de Beni, um dos maiores centros urbanos da área afetada pela epidemia, onde há três semanas não eram detetados incidentes. De acordo com o último relatório de balanço do Ministério da Saúde congolês, o novo caso em Beni terá sido causado por contactos entre a vítima e uma outra pessoa que fora curada de uma infeção com o vírus do Ébola.

A cidade, que tem cerca de 230 mil habitantes, é aquela que acumulou mais casos, num total de 235, e mortes (127) durante o surto atual.

A 20 de fevereiro, no entanto, o Ministério da Saúde congolês tinha anunciado que estava “controlada” a epidemia em Beni, já que em 21 dias nenhum novo caso tinha sido detetado.

No total, o número atual de infeções devido à epidemia no nordeste da RDCongo – onde fica Beni – é de 859 (794 confirmados no laboratório e 65 prováveis) e o número de mortes de 536 (dos quais 471 confirmados) O número de pessoas vacinadas com um tratamento experimental é de 82.583.

Desde o início da epidemia, que afeta igualmente a província de Ituri, a norte de Kivu Norte, as organizações de assistência médica recuperaram já um total de 294 pessoas que tinham sido infetadas com o Ébola.

A atual epidemia de Ébola é já a maior da história do país em número de mortos e contágios.