A famosa marca de lingerie Victoria’s Secret (VS) planeia fechar 53 lojas ainda este ano, dada a concorrência de startups e grandes retalhistas, noticia esta quinta-feira a cadeia de televisão norte-americana CNN. 

Segundo os números divulgados pela L. Brands, detentora da marca, as vendas em loja caíram 7% durante o quarto e último trimestre do ano passado. Por essa razão, a marca verá fechar quase o dobro das lojas que fechou no ano passado (30).  Só nos Estados Unidos, a VS tem mais de 950 lojas.

Devido à queda de desempenho da Victoria’s Secret, reduzimos substancialmente o investimento de capital neste negócio em comparação com nosso histórico”, refere a IOL, citando o comunicado da empresa.

As outras marcas concorrentes da L. Brands, incluindo a Walmart e a Best Buy, têm tido um bom desempenho nos últimos meses. A justificação para a queda dos números da Victoria’s Secret é o facto de a marca não se ter conseguido adaptar às necessidades dos consumidores, nomeadamente através de sutiãs mais personalizados e mensagens e anúncios inclusivos, mantendo, pelo contrário, sempre a mesma linha. Para fazer face ao fraco desempenho, o CEO da L Brands, Stuart Burgdoefer, sublinha que está a repensar um novo modelo de negócio. 

As dificuldades pelas quais a marca de roupa interior está a passar não são propriamente novas. Em novembro, o CEO renunciou ao cargo e, em dezembro, o desfile teve a pior audiência de sempre. As ações da empresa chegaram a cair 41% nesse ano.

Victoria’s Secret: os anjos já não vendem como dantes

Nos últimos dois anos a marca de lingerie perdeu 3,8 milhões de clientes para empresas como a Amazon e a American Eagle, segundo uma estimativa de Neil Saunders, analista da GlobalData Retail. A empresa não descarta a hipótese de acabar com o desfile tradicional (que junta os “anjos”, como Sara Sampaio) e apostar em anúncios mais inclusivos.