Cabo Verde

Privatização da companhia aérea cabo-verdiana reduz risco orçamental e fiscal

O secretário de Estado das Finanças cabo-verdiano, Gilberto Barros, disse esta terça-feira que a privatização da companhia aérea nacional TACV reduz o risco orçamental e fiscal.

Gilberto Barros diz que a partir de agora o Estado cabo-verdiano não vai precisar de se preocupar com injeção de dinheiro na TACV.

O secretário de Estado das Finanças de Cabo Verde, Gilberto Barros, disse na terça-feira que a privatização da companhia aérea nacional TACV reduz o risco orçamental e fiscal, permitindo investimentos em outras áreas, como escolas, hospitais e estradas.

“O grande ganho é que, a partir de agora, nós não nos vamos preocupar em injetar dinheiro na empresa”, disse Gilberto Barros, citado pela agência de notícias cabo-verdiana, Inforpress, após o ministro das Finanças cabo-verdiano ter entregado ao presidente da Assembleia Nacional a cópia do acordo entre o Governo de Cabo Verde e a Companhia de Aviação Iceland Air para a privatização da TACV.

Não há nada para esconder, foi um bom negócio para Cabo Verde”, defendeu.

O Estado de Cabo Verde vendeu 51% da companhia aérea nacional TACV por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, que irá injetar mais seis milhões de euros para a capitalização da empresa, segundo o Governo cabo-verdiano.

Numa nota enviada à comunicação social no domingo, dois dias depois da assinatura do acordo de privatização da TACV — Cabo Verde Airlines, através da venda de 51% das ações à Lofleidir Cabo Verde, empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF e em 30% por empresários islandeses, o Governo cabo-verdiano veio revelar os montantes envolvidos no negócio.

Na sexta-feira, após a assinatura do acordo, nem o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, nem o representante da empresa que adquiriu os 51% da companhia aérea quiseram revelar os valores em causa.

Segundo o executivo cabo-verdiano, “o acionista Estado vai continuar o seu desinvestimento na empresa, realizando brevemente a alienação de 10% do seu capital social aos trabalhadores e emigrantes, mantendo-se com 39% das ações da companhia que serão alienadas ainda em 2019 a investidores nacionais e internacionais”.

Segundo o contrato assinado, “o parceiro estratégico não poderá alienar as suas ações durante um período de cinco anos, tendo para tal de ter autorização do Governo”.

“Passado este período, e caso pretenda fazê-lo, o Governo tem sempre direito de preferência”, refere a nota.

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