É oficial: a Infiniti vai deixar de vender nos mercados da Europa ocidental já a partir do próximo ano. Em concreto, “o início de 2020” é a ‘data’ apontada para a saída de cena do fabricante de luxo da Nissan que, tal como o construtor nipónico, integra a Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi.

Esta decisão prender-se-á com as novas metas definidas pela União Europeia, as quais obrigam os fabricantes automóveis a cumprirem, já a partir do próximo ano, uma média de 95g de CO2 por quilómetro. Se esse limite for infringido, os fabricantes incorrem numa multa de 95€ por grama excedido… Perante este quadro, a Infiniti ver-se-ia obrigada a efectuar avultados investimentos na electrificação da sua gama, algo que, conforme informa na nota de imprensa, só tenciona fazer a partir de 2021 – altura em que também se diz disposta a abandonar os diesel.

Por outro lado, ao contrário da Lexus (Toyota), as vendas da Infiniti nunca ‘descolaram’ na Europa, o que terá levado a marca a considerar que o necessário investimento na adaptação da sua gama não seria rentável em solo europeu. Por outras palavras, a operação tornar-se-ia inviável.

A retirada vai estender-se, inclusivamente, às linhas de produção. Os Infiniti Q30 e o QX30, que são fabricados lado a lado com o Nissan Qashqai, na fábrica de Sunderland (Reino Unido), deixarão de ser produzidos já em Julho. O que significa que, a partir do segundo semestre deste ano, a oferta da Infiniti nos países da Europa ocidental estará condenada a ficar limitada apenas a um modelo, o Q50.

As medidas agora anunciadas fazem parte de um plano de reestruturação global que afecta exclusivamente a Europa ocidental, na medida em que a marca prevê continuar a operar, ainda que com os devidos acertos, em alguns mercados da Europa de Leste. Médio Oriente e Ásia também têm a continuidade da Infiniti assegurada, por continuarem a crescer, com a marca a assumir que prefere concentrar-se nos mercados em maior crescimento – América do Norte e China.

A Infini tem presente que esta decisão vai afectar muitos trabalhadores, mas diz-se empenhada em encontrar “oportunidades alternativas” e, no caso dos concessionários, interessada em promover uma “transição suave”.