Espanha

Operação Aquiles. Narcotraficante português aguarda na prisão extradição para Portugal

O narcotraficante Franklim Pereira Lobo vai continuar detido em Espanha à espera que se finalize o processo da sua extradição pedido por Portugal. Tinha sido detido em Málaga na segunda-feira.

O traficante foi detido no âmbito da Operação Aquiles, que envolve crimes de tráfico de droga, associação criminosa e corrupção

ANTONIO COTRIM/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O narcotraficante português Franklim Pereira Lobo vai continuar detido em Espanha à espera que se finalize o processo da sua extradição pedido por Portugal, disse esta quarta-feira à agência Lusa fonte oficial da Audiência Nacional.

Este tribunal com sede em Madrid que, entre outros, trata dos casos mais graves de delitos do crime organizado, como o narcotráfico, está a dar seguimento ao mandado de detenção europeu emitido pela autoridade judiciária portuguesa.

Franklim Pereira Lobo “deu entrada na prisão por ordem do juiz de guarda, o titular do Tribunal Central de Instrução 1, Santiago Pedraz, enquanto se processa o mandado de entrega a Portugal”, disse fonte oficial do tribunal.

Na segunda-feira, fonte da direção da Polícia Judiciária (PJ) já tinha confirmado à Lusa que Franklim Pereira Lobo tinha sido detido em Málaga, sul de Espanha, no âmbito de um mandado de detenção europeu.

Segundo a mesma fonte, o mandado de detenção tinha sido emitido no âmbito da chamada Operação Aquiles, que envolve crimes de tráfico de droga, associação criminosa e corrupção passiva e ativa.

A Operação Aquiles tem 27 arguidos, entre os quais dois inspetores da PJ, uma vez que os juízes decidiram separar os processos de Franklim Pereira Lobo e da arguida Ana Luísa Caeiro.

Segundo a acusação, entre outubro de 2006 e janeiro de 2007, elementos da Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico da Polícia Judiciária (UPAT/PJ) transmitiram à sua hierarquia informações resultantes de vigilâncias e recolha de informações que “evidenciavam fortes suspeitas de ligações ao mundo do crime” do ex-coordenador da PJ Carlos Dias Santos.

Estas suspeitas apontavam para ligações do ex-coordenador da PJ com o arguido Jorge Manero de Lemos e a atividade de tráfico de droga desenvolvida por este último.

O Ministério Público entende que os inspetores da PJ Carlos Dias Santos e Ricardo Macedo, além de darem informações às organizações criminosas que protegiam, através dos contactos com os pretensos informadores, por vezes recebiam informações das mesmas organizações sobre o tráfico desenvolvido por organizações “concorrentes”.

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