O ciclone Idai provocou pelo menos 19 mortos e 70 feridos desde a noite de quinta-feira na província central de Sofala, Moçambique, de acordo com um balanço preliminar anunciado esta quarta-feira pelas autoridades.

Um total de 13 vítimas mortais foram registadas na cidade da Beira, uma das maiores do país, e outras seis no distrito limítrofe de Dondo, segundo informação do governo provincial citada pelos órgãos de comunicação estatais.

As mortes foram causadas pelo desabamento de casas precárias e outras estruturas, bem como por afogamento. A recolha de informação por parte das equipas de socorro no terreno tem sido dificultada pelas falhas de energia e comunicações.

Antes da chegada do ciclone Idai, formada no oceano Índico, outras 15 pessoas já tinham morrido entre os dias 6 e 13 de março durante a passagem de uma tempestade no centro e norte de Moçambique, segundo as Nações Unidas.

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As casas de habitação precária que proliferam pela região são as mais danificadas, causando um número ainda indeterminado de desalojados. Além de perderem as casas, muitas famílias podem vir a ter dificuldades acrescidas em ter alimentos devido à destruição das suas hortas e campos de cultivo, alerta o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, sigla inglesa).

Há diversos postos de saúde e escolas danificados, estradas cortadas e postes de eletricidade tombados. As equipas de socorro das autoridades moçambicanas com o apoio de diversos parceiros, incluindo ajuda internacional, estão em prontidão para avançar para o terreno logo que as condições meteorológicas melhorem, o que deve acontecer no sábado, disseram fontes de diferentes organizações à Lusa.