Miguel Albuquerque, diretor geral das modalidades do Sporting, foi esta tarde vítima de uma agressão no Dragão Caixa, perto do intervalo do clássico de hóquei em patins que terminou com a vitória do FC Porto por 3-1 frente aos leões.

Tudo se passou já perto do intervalo da partida que colocava frente a frente os dois líder do Campeonato Nacional. A partida tinha sido disputada de forma muito correta até esse momento mas, após uma falta de Henrique Magalhães sobre Gonçalo Alves que deixou o avançado portista na pista, Poka empurrou Ferrant Font, o espanhol acabou por derrubar enquanto caía Reinaldo Garcia e Matías Platero acabou também por pedir satisfações ao jogador dos azuis e brancos, gerando uma grande confusão perto da zona do banco leonino e com os responsáveis portistas a deslocarem-se também aí para tentarem serenar os ânimos.

Nesse momento, Miguel Albuquerque, que tinha ido ver o jogo ao Dragão Caixa com o treinador do futsal verde e branco, Nuno Dias (que joga este domingo com o Futsal Azeméis), quis ir ver a repetição à TV que existia perto da zona reservada onde estava. Os insultos subiram de tom e o responsável do Sporting foi mesmo agredido com um soco, no momento de maior tensão. Depois, o diretor geral acabou por ser transportado para um outro local, onde assistiu à segunda parte. Também nessa altura, muitos adeptos azuis e brancos tentaram chegar à bancada onde estavam concentrados os visitantes, algo que não chegou a ocorrer devido à reação rápida que as forças de segurança tiveram para acalmar de imediato os ânimos mais exaltados.

“É a segunda vez que venho ao Dragão Caixa e nunca se tinha passado isto na minha vida em 20 anos de alta competição. Estar acompanhado do treinador de futsal do Sporting, Nuno Dias, e ser agredido verbalmente durante toda a primeira parte sem a presença de um elemento das forças de segurança. É incompreensível ter sido agredido, é incompreensível agredirem senhoras que estavam connosco. As pessoas que andam no desporto devem pensar no caminho que querem para o hóquei em patins português. O que se passou fora de campo é lamentável. A pessoa que agrediu é facilmente identificável, tinha uma camisola do FC Porto. Perguntem ao Adelino Caldeira, que a colocou fora do pavilhão”, disse depois na sala de imprensa.

De referir que, depois deste clássico para o hóquei em patins (que colocou os dragões em posição privilegiada para recuperarem o título), o Dragão Caixa recebe este domingo mais um FC Porto-Sporting, desta vez a contar para os oitavos da Taça de Portugal de andebol.