A chefe de diplomacia europeia, Federica Mogherini, disse esta terça-feira, em Bruxelas, que o “objetivo conjunto” da União Europeia e da Macedónia do Norte é que já em junho próximo haja “luz verde” para a abertura das negociações de adesão.

Na conferência de imprensa que se seguiu ao 15.º Conselho de Estabilização e Associação UE-República da Macedónia do Norte, a Alta Representante da UE para a Política Externa manifestou-se “impressionada com a dinâmica de reformas” na (recém-rebatizada) Macedónia do Norte e apontou que “a abertura de negociações de adesão este ano é e continua a ser um objetivo estratégico, não só do Governo, mas de todo o país”.

A Macedónia do Norte tem estatuto de “país candidato” desde 2005, mas até muito recentemente havia um grande obstáculo à abertura de negociações: o nome do país, Antiga República Jugoslava da Macedónia, “rejeitado” pela Grécia, com o argumento de que a simples designação de Macedónia (idêntica a uma região grega) poderia implicar ambições territoriais e uma ofensa à sua herança cultural.

O acordo entre Skopje e Atenas sobre o novo nome do país, alcançado em junho do ano passado, levou a Grécia a levantar o seu veto à adesão da agora República da Macedónia do Norte quer à UE, quer à NATO.

Na conferência de imprensa de hoje, e na presença do primeiro-ministro macedónio, Zoran Zaev, Mogherini ressalvou todavia que “o processo (de abertura das negociações) é baseado nos méritos”, e será com base no relatório que a Comissão Europeia deverá publicar na primavera sobre os progressos nas reformas no país que poderá ser feita uma recomendação ao Conselho da UE (Estados-membros) para que sejam abertas as negociações para a adesão da Macedónia do Norte ao bloco europeu.

A Alta Representante instou por isso “todas as forças políticas” do país a trabalharem em conjunto para fazerem avançar a agenda de reformas, saudando os progressos já feitos por exemplo a nível da adoção de legislação para o combate à corrupção.