Rádio Observador

TAP

TAP ME Brasil com lucro operacional em 2019 após reestruturação eliminar “problema crónico”

Segundo a companhia, esta reestruturação permitirá à empresa não ter "necessidade de contribuições financeiras pela TAP SGPS", apresentando um orçamento "modesto mas simbólico, lucro operacional".

Globalmente, entre 2010 e 2017, a TAP SGPS diz ter transferido para a TAP ME Brasil um total de 538 milhões de euros

MARIO CRUZ/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A TAP Manutenção e Engenharia Brasil deverá terminar 2019 com lucro operacional e sem necessidade de injeções financeiras da TAP SGPS, após a reestruturação efetuada em 2018 para “acabar com o problema crónico” da empresa, segundo a companhia.

Esta reestruturação permite que a TAP ME [Manutenção e Engenharia] Brasil passe a operar, em 2019, sem necessidade de contribuições financeiras pela TAP SGPS e apresentar um orçamento para 2019 que prevê um modesto, mas simbólico, lucro operacional”, refere a Comissão Executiva da companhia aérea numa mensagem enviada esta sexta-feira aos colaboradores, a que a agência Lusa teve acesso.

Segundo adianta, o custo não recorrente deste “trabalho persistente” feito ao longo do ano passado na reestruturação da ex-VEM — Varig Manutenção e Engenharia foi de 28 milhões de euros, “uma quantia expressiva para a TAP, mas muito inferior aos 46 milhões de euros que a TAP SGPS teve que transferir, em 2017, para o Brasil a título de cobertura de prejuízos geradas no ano”.

Globalmente, entre 2010 e 2017, a TAP SGPS diz ter transferido para a TAP ME Brasil um total de 538 milhões de euros, a valores nominais, das suas disponibilidades, sendo que em 2018 foram feitas transferências de 30 milhões de euros.

Conforme se lê na carta enviada aos trabalhadores, o “plano de equilíbrio” desenhado para o quadro da TAP ME Brasil face à procura existente naquele país implicou a saída de 944 trabalhadores, passando o efetivo de 1.686 colaboradores em dezembro de 2017 para 742 em dezembro de 2018, e o encerramento da base operacional em Porto Alegre, com concentração dos serviços no Galeão, no Rio de Janeiro.

“Estas saídas foram abrangidas por um programa de demissões, elaborado com o acordo dos sindicatos brasileiros e ratificado oficialmente na justiça do trabalho, o que permitiu eliminar 34 milhões de euros de contingências laborais e passivo fiscal, segundo avaliação de consultores independentes”, refere.

No âmbito desta operacionalização “bem-sucedida” do “programa de redução de passivos fiscais e laborais” da TAP ME Brasil, a Comissão Executiva da TAP recorda que “os tribunais brasileiros decidiram que a companhia não é responsável por um passivo trabalhista da antiga Varig no valor de 12 milhões de euros” e que “o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Brasileiros (CARF) também decidiu que a TAP não tem responsabilidade sobre um suposto passivo [fiscal] de 22 milhões de euros”.

É ainda referida a eliminação de “contingências laborais prováveis de 135 milhões de euros”.

O grupo TAP, ou seja a TAP SGPS, anunciou esta sexta-feira ter registado, em 2018, um prejuízo de 118 milhões de euros, valor que compara com um lucro de 21,2 milhões de euros registado no ano anterior.

Por sua vez, a receita do grupo passou de 2.978 milhões de euros em 2017 para 3.251 milhões de euros em 2018, traduzindo-se num aumento de 273 milhões de euros, mais 9,1% face ao período homólogo.

“O ano de 2018 foi difícil para a TAP quer em termos operacionais, quer em termos económicos e financeiros, mas foi um ano que não comprometeu o nosso futuro. Um ano que nos permitiu continuar a criar raízes para que o plano estratégico possa ser implementado como previsto”, indicou o presidente do Conselho de Administração da TAP, Miguel Frasquilho, em conferência de imprensa.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)