Rádio Observador

Brexit

‘Brexit’: Deputados insistem na realização de votos a alternativas ao Acordo de Saída chumbado

O parlamento volta a debater na segunda-feira o processo da saída do Reino Unido da UE e poderá forçar a discussão já na quarta-feira de alternativas ao Acordo negociado pelo governo com Bruxelas.

PATRICK SEEGER/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O parlamento volta a debater na segunda-feira o processo da saída do Reino Unido da União Europeia (UE) e poderá forçar a discussão já na quarta-feira de alternativas ao Acordo negociado pelo governo com Bruxelas e chumbado duas vezes.

O plano está numa proposta de alteração à moção apresentada pelo governo na sequência da reprovação do Acordo de Saída a 12 de março por uma margem de 149 votos, e que vai ser debatida segunda-feira na Câmara dos Comuns.

A emenda subscrita pelos conservadores Oliver Letwin e Dominic Grieve e pelo trabalhista Hilary Benn pretende retirar ao governo a precedência no estabelecimento da agenda de trabalhos na Câmara dos Comuns na quarta-feira, “dada a necessidade de a Câmara debater e votar caminhos alternativos”.

O plano prevê que os deputados apresentem uma série de propostas com alternativas, as quais serão debatidas e votadas consecutivamente para saber se existe alguma que reúna o apoio de uma maioria de deputados.

Esta ideia de “votos indicativos” já tinha sido sugerida e rejeitada antes, mas o impasse no parlamento relativamente ao ‘Brexit’ poderá permitir que seja validada desta vez.

O ministro do Gabinete, David Lidington, sugeriu que o governo poderia “tentar encontrar um processo que permita ao parlamento encontrar a sua maioria”, o que poderá fazer para não perder o controlo sobre o ‘Brexit’.

O partido Trabalhista também apresentou uma emenda semelhante, exortando o governo a dar tempo durante esta semana para discutir alternativas ao Acordo de Saída, nomeadamente o plano do ‘Labour’ para uma união aduaneira permanente com a UE, a que chama “Mercado Comum 2.0”, o qual seria confirmado por um novo referendo.

Os Liberais Democratas apresentaram uma emenda para o governo para adiar o ‘Brexit’ por mais dois anos para ser realizado um novo referendo, enquanto que deputados do partido Conservador e do Partido Democrata Unionista (DUP, na sigla em inglês), da Irlanda do Norte, defendem, numa proposta de alteração, que o governo reafirme a intenção de sair da UE.

Existem ainda outros propostas para forçar o governo a apresentar os planos caso não o parlamento não consiga aprovar um acordo de saída antes de 12 de abril, nova data determinada pela União Europeia para o ‘Brexit’.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, pretendia submeter o Acordo de Saída a um terceiro voto no parlamento, mas a realização está em suspenso devido à falta de apoio do DUP e dos conservadores eurocéticos.

Hoje, May vai receber na residência de campo, o palácio de Chequers, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros Boris Johnson e os eurocéticos Jacob Rees-Mogg, Dominic Raab e Iain Duncan Smith.

O desagrado dentro do governo e do partido Conservador com May continua a crescer, segundo a imprensa britânica, que dá conta de várias conspirações para a afastar do cargo.

O Sunday Times noticiou hoje que David Lidington, um pró-europeu, poderia assumir interinamente as funções, enquanto o Mail on Sunday afirma que o ministro do Ambiente, Michael Gove, é a “escolha de consenso” dos membros do governo adeptos do ‘Brexit’.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)