Cinema

Morreu Agnès Varda, uma das últimas realizadoras vivas da Nouvelle Vague

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"Os Respigadores e a Respigadora", "Duas horas na vida de uma mulher" e "Felicidade" são algumas das suas obras mais conhecidas. Feminista, era grande figura do cinema francês.

TONI GARRIGA/EPA

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  • Agência Lusa
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Morreu Angès Varda, a realizadora, fotógrafa e artista belga, um dos grandes nomes do cinema francês, uma das últimas pioneiras vivas da Nouvelle Vague, avança o jornal francês Le Monde. Tinha 90 anos e a sua morte foi confirmada pela família junto da AFP.

“A realizadora e artista Agnès Varda morreu na sua casa na noite de quinta-feira, na sequência de um cancro”, anunciou a família em comunicado.

Multipremiada ao longo de uma carreira iniciada em 1954 com “La Pointe-Courte”, Varda nasceu em Bruxelas no dia 30 de maio de 1928, filha de pai grego e mãe francesa, mudando-se para Paris para estudar fotografia, segundo a biografia da France Culture.

Habitualmente classificada como a “avó” do movimento cinematográfico Nouvelle Vague, Varda destacou-se, poucos anos depois da sua estreia, com “Duas Horas na Vida de uma Mulher”.

Em 1985, venceu o Leão de Ouro em Veneza por “Sem Eira Nem Beira”, cinco anos antes da morte do seu marido — e também realizador — Jacques Demy.

“As Praias de Agnès” vence o César de Melhor Documentário em 2009, oito anos depois de ser distinguida com um prémio honorário na cerimónia do melhor cinema francês.

Em 2018, a Academia de Hollywood atribuiu-lhe um Óscar honorário, no mesmo ano em que foi nomeada pela primeira vez para aquelas distinções norte-americanas, com “Olhares Lugares”.

“A cineasta e artista Agnès Varda morreu de cancro, na sua casa, na noite de 29 de março de 2019, rodeada pela sua família e amigos” — foi desta forma que a família de Varda deu a notícia, descrevendo-a como uma “animada feminista” e “artista apaixonada”.

No passado mês de fevereiro a realizadora tinha apresentado o seu filme mais recentes, “Varda by Agnès”, no Festival de Cinema de Berlim, tendo recebido o o prémio honorário “Berlinale Camera” — ela teve obras suas a concurso porquatro vezes, tendo ganho o Grande Prémio do Juri em 1965, com “Felicidade”.

O seu estado de saúde piorou bastante nos últimos tempos, levando a cancelar algumas masterclasses que já tinha programadas para o fim do mês de abril, no Qatar.

Filha de mãe francesa e pai grego, Arlette Varda, o seu nome original, nasceu em Bruxelas, Bélgica, mas mudou-se para o sul de França durante a Segunda Guerra Mundial. A jovem Agnes cresceu mergulhada pela interesse nas artes, especialmente na fotografia, e tinha muito pouca experiência quando se atirou para o primeiro filme, “La Pointe Courte”. A sua paixão pela fotografia foi uma constante influência no seu trabalho enquanto realizadora.

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