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Os 11 metros que separaram Abel da sua melhor versão (a crónica do Sp. Braga-FC Porto)

Este artigo tem mais de 3 anos

Abel tinha pedido a "melhor versão" do Sp. Braga e os minhotos estiveram a ganhar duas vezes ao FC Porto. Dois penáltis cometidos por Claudemir deram a vitória aos dragões.

O Sp. Braga pode ser igualado pelo Sporting na classificação
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O Sp. Braga pode ser igualado pelo Sporting na classificação

AFP/Getty Images

O Sp. Braga pode ser igualado pelo Sporting na classificação

AFP/Getty Images

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No final de fevereiro, depois da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal em que o FC Porto venceu o Sp. Braga, Abel Ferreira desabafou na flash interview e explicou que os minhotos já “tentaram de tudo” contra os três grandes, mas continuam com muitas dificuldades para obter resultados positivos. À exceção da vitória em Braga com o Sporting na primeira volta, a equipa de Abel perdeu na Luz, perdeu no Dragão, perdeu com os leões na Taça da Liga e no jogo da segunda volta e voltou a perder com o FC Porto nessa primeira mão da Taça de Portugal. Este sábado, na receção aos dragões e no primeiro de dois jogos contra a equipa de Sérgio Conceição no espaço de quatro dias, Abel garantia que esperava a “melhor versão” do Sp. Braga.

Ainda assim, a melhor versão dos minhotos teria de ser uma versão adaptada. Raúl Silva, titular indiscutível no eixo da defesa, está lesionado e vai falhar a reta final da temporada, e Fransérgio, normalmente titular no apoio a Dyego Sousa, também está ausente devido a lesão. Pablo ocupava o lugar de Raúl Silva e Wilson Eduardo era o escolhido para jogar nos terrenos mais próximos do avançado naturalizado português. Ricardo Esgaio regressava o onze inicial e era titular na direita do meio-campo, em detrimento de Ricardo Horta, que começava o jogo no banco de suplentes.

Do outro lado, Jesús Corona era titular, recuperado da lesão o tornozelo que o afastou do duplo compromisso da seleção mexicana — e que tanta polémica causou, com o selecionador Tata Martino a acusar o FC Porto de mentir — e Éder Militão era novamente responsável pela direita da defesa, com o eixo defensivo a ficar a cargo da dupla formada por Pepe e Felipe. Sérgio Conceição apresentava o onze que venceu o Marítimo por 3-0 na última jornada e Brahimi voltava a ser suplente, abrindo uma vaga para Otávio na equipa titular, enquanto que Soares e Marega formavam novamente dupla no ataque.

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Ficha de jogo

Sp. Braga-FC Porto, 2-3

27.ª jornada da Primeira Liga NOS

Estádio Municipal de Braga, em Braga

Árbitro: Jorge Sousa (AF Porto)

Sp. Braga: Tiago Sá, Marcelo Goiano, Pablo Santos, Bruno Viana, Sequeira (Ricardo Horta, 89′), Palhinha, Claudemir, Murilo, Wilson Eduardo, Esgaio (Xadas, 83′), Dyego Sousa (Paulinho, 81′)

Suplentes não utilizados: Marafona, Ryller, João Novais, Trincão

Treinador: Abel Ferreira

FC Porto: Casillas, Éder Militão, Felipe, Pepe (Wilson Manafá, 57′), Alex Telles (Fernando Andrade, 71′), Otávio (Brahimi, 45′), Herrera, Danilo, Corona, Marega, Soares

Suplentes não utilizados: Vaná, Maxi Pereira, Óliver, Adrián López

Treinador: Sérgio Conceição

Golos: Wilson Eduardo (4′), Soares (26′ e 79′, gp), Murilo (47′), Alex Telles (69′, gp)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Pepe (7′), Brahimi (55′), Sequeira (82′), Casillas (90+5′)

À entrada para esta jornada, depois da pausa para os compromissos das seleções e numa altura em que faltam apenas oito jogos para o final do Campeonato, o Sp. Braga sabia que seria difícil intrometer-se entre os dois da frente, mas também sabia que teria um papel providencial na decisão do próximo campeão nacional: se o FC Porto visitava este sábado a Pedreira, o Benfica terá de o fazer na jornada 31, a três da derradeira partida da Primeira Liga. Uma escorregadela contra a equipa de Abel, tanto de um lado como do outro, poderia comprometer de forma provavelmente definitiva as ambições de encarnados e dragões.

O jogo começou cinco minutos depois da hora marcada e arrancou morno, sem grande velocidade e com apenas um remate desenquadrado de Otávio até ao primeiro golo da partida. O FC Porto parecia querer mais bola, mas teve apenas quatro minutos até passar a jogar em desvantagem. Numa altura em que tinha apenas um passe completo, o Sp. Braga aproveitou uma recuperação de bola de Dyego Sousa, a mostrar-se muito forte a jogar de costas para a baliza: o internacional português soltou Claudemir na esquerda e o médio bracarense descobriu Wilson Eduardo praticamente sozinho na direita. O avançado, que durante a pausa para os compromissos das seleções marcou um golo ao serviço de Angola contra o Botswana, rematou de forma enrolada e inaugurou o marcador. Casillas ficou a pedir fora de jogo de Wilson Eduardo, mal se fez ao lance e acabou por parecer mal batido na fotografia. Quatro minutos em Braga e o FC Porto precisava de procurar a reviravolta para evitar a escorregadela que poderia deitar tudo a perder.

[Carregue nas imagens para ver alguns dos melhores momentos do Sp. Braga-FC Porto:]

Os dragões subiram as linhas e passaram a jogar em pressão alta e a tentar provocar erros que abrissem linhas de desmarcação. Ainda assim, e apesar da maior percentagem de posse de bola e inequívoco controlo do jogo — desde o golo de Wilson Eduardo, o Sp. Braga ofereceu a iniciativa ao FC Porto e passou a jogar quase sempre dentro do próprio meio-campo –, a equipa de Sérgio Conceição tinha dificuldades em entrar com perigo nos últimos 30 metros do terreno e criar oportunidades. Sempre mais esclarecido quando o lance começava ou passava nos pés de Otávio, o FC Porto teimava em lateralizar o fluxo ofensivo e discriminava a faixa central: prova disso, aliás, é o facto de Marega ter terminado a primeira parte com apenas quatro passes bem executados, três deles para Éder Militão, o lateral direito.

O FC Porto encostou o Sp. Braga às cordas e trabalhou de forma rendilhada e pouco óbvia para chegar ao empate, com muitas recuperações de bola, impedindo os minhotos de sair de forma apoiada e asfixiando Claudemir, que durante os primeiros dez minutos foi claramente o homem em destaque do lado da equipa de Abel. Os dragões acabaram por conseguir chegar ao empate num lance de bola parada: pontapé de canto batido na esquerda, Felipe desviou em antecipação e Soares surgiu ao segundo poste com um mergulho que apanhou Tiago Sá desprevenido. O avançado brasileiro marcava assim o sexto golo ao Sp. Braga (quatro em quatro jogos pelo FC Porto) e relançava a partida não só para o que restava da primeira parte, mas também para o segundo tempo.

O ritmo caiu e a pressão acalmou, de forma compreensível, dado o desgaste físico do FC Porto desde que ficou em desvantagem, e o Sp. Braga conseguiu voltar a soltar-se. Ainda assim, com Wilson Eduardo sempre muito preso aos terrenos interiores e a ter dificuldades em dar a largura que Fransérgio oferece, os minhotos não conseguiram voltar a assustar Casillas e o FC Porto terminou a primeira parte em claro ascendente, a jogar melhor e com um maior esclarecimento na hora do último passe, algo que tinha falhado até à altura do empate. Na ida para o descanso, apesar das escassas oportunidades para lá dos golos de um lado e de outro, o Municipal de Braga assistia a uma partida muito discutida, mas com ainda tudo por decidir.

No regresso para a segunda parte, Sérgio Conceição optou por tirar Otávio e lançar Brahimi, numa alteração que não só oferecia soluções diferentes como também mudava a presença do FC Porto no jogo: sem a agressividade do brasileiro mas com a clarividência do argelino. O Sp. Braga, contudo, voltou para a segunda parte da mesma forma que tinha entrado na primeira. Quando o segundo tempo tinha ainda minuto e meio e Brahimi ainda estava à procura dos sítios por onde desequilibrar, Dyego Sousa ganhou na raça a Felipe e Pepe e soltou para Murilo, que apareceu com a bola controlada dentro da área dos dragões. Com apenas um toque, o médio brasileiro tirou Éder Militão e Casillas do caminho e encostou para o segundo golo dos minhotos, repondo a vantagem bracarense na partida.

Os dragões reagiram à desvantagem com a entrada de Wilson Manafá e a saída de Pepe, mas o Sp. Braga não cometeu o erro que havia cometido no primeiro tempo e permaneceu com os setores algo separados e o bloco ofensivo para lá da linha do meio-campo, sem se resguardar na defesa e à procura do terceiro golo ao invés de defender a vantagem. O FC Porto, que não sofria dois golos fora desde agosto, contra o Belenenses SAD, mostrava as mesmas dificuldades de criar oportunidades que tinha deixado patentes durante os primeiros 45 minutos, mas começou a arriscar mais, com passes longos a procurar a profundidade de Brahimi e Corona e Alex Telles muito ativo no corredor esquerdo, não só enquanto dinamizador através de cruzamentos, mas também com remates de longe que obrigaram Tiago Sá a intervenções apertadas.

Aos 66 minutos, quando o FC Porto via o tempo a esgotar-se e um Sp. Braga assertivo e adulto dentro de campo, Claudemir apagou a assistência para o golo de Wilson Eduardo e cometeu grande penalidade sobre Éder Militão. Na conversão, Alex Telles não deu hipótese a Tiago Sá e fez o golo que já merecia desde o intervalo — contudo, o lateral brasileiro caiu no relvado logo após marcar a grande penalidade, agarrado à zona lombar, e já não regressou ao jogo, sendo substituído por Fernando Andrade, o que motivou a ida de Manafá para a direita da defesa. O Sp. Braga não soube reagir ao empate, perdeu discernimento, Abel Ferreira foi expulso por Jorge Sousa e os minhotos caíram em rendimento, reação à perda e intensidade. Fernando, o reforço de inverno que chegou aos dragões em janeiro e que entrou para render o lesionado Alex Telles, sofreu outra grande penalidade de Claudemir e abriu caminho para a vantagem azul e branca. Soares marcou o penálti, tornou-se o melhor marcador do FC Porto na presente temporada (18 golos) e colocou os dragões a ganhar pela primeira vez no jogo.

O Sp. Braga reagiu e tentou aproveitar os sete (!) minutos de tempo extra com as entradas de Paulinho, Bruno Xadas e Ricardo Horta, mas nunca conseguiu estar realmente perto de empatar. O FC Porto segurou a vantagem com mãos de ferros e comemorou cada alívio como se de um golo se tratasse, o que espelhou em toda a linha a dificuldade que os dragões tiveram para vencer este sábado no Municipal de Braga. O conjunto orientado por Sérgio Conceição ganhou e pressiona agora o Benfica, que está obrigado a vencer na receção ao Tondela para continuar na liderança da Primeira Liga. Já o Sp. Braga pode ser igualado pelo Sporting caso os leões vençam na deslocação ao Desp. Chaves. Abel queria a melhor versão do Sp. Braga, mas a melhor versão do Sp. Braga ficou à distância de 11 metros e duas faltas de Claudemir.

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