Numa entrevista à revista alemã Manager Magazine, Klaus Fröhlich, o responsável pelo desenvolvimento dentro da administração da BMW AG, levantou a ponta do véu em relação ao futuro dos veículos eléctricos da marca. E começou por assegurar que nada no i3 vai ficar como dantes, ele que foi o primeiro eléctrico lançado pela BMW e comercializado em grande volume.

Segundo Fröhlich, o i3 vai começar por mudar a designação, trocando-a por i2. E já que está em maré de mudanças, a construção do mais acessível dos eléctricos da casa vai abandonar a grande quantidade de fibra de carbono que o caracteriza, substituindo-a por uma solução mais convencional, com aço de alta resistência e alumínio, de forma a conter o preço do chassi/carroçaria, considerado demasiado elevado no i3.

A forma do futuro i2, que deverá chegar ao mercado em 2024, não deverá continuar a ser alta e estreita como a que caracteriza o i3, com Fröhlich a não confirmar se será tipo berlina ou hatchback, como actualmente. Nem confirmou se a sua plataforma já será partilhada com a Mercedes, fruto da colaboração recentemente assinada entre os dois construtores alemães, visando conter os custos dos veículos eléctricos.

Certeza é que a BMW está a apontar para um preço final abaixo de 30.000€, ou seja, uma redução considerável face aos actuais cerca de 42.000€ pedidos pelo i3, como acontece em Portugal. Resta saber qual a opção da marca bávara em termos de potência e, sobretudo, capacidade de bateria, o que vai definir a autonomia.