O Governo vai lançar, na próxima terça-feira em Guimarães, a segunda fase da Indústria 4.0. Esta iniciativa estima a mobilização de investimentos públicos e privados no valor de 600 milhões de euros nos próximos dois anos.

Neste período, o objetivo é envolver 20 mil empresas, formar mais de 200 mil trabalhadores e financiar mais de 350 projetos transformadores, de forma a dar resposta à quarta revolução industrial: a digital.

Se a Fase I foi sobretudo demonstradora e mobilizadora, a Fase II pretende ser transformadora, apostando em três eixos principais: Generalizar, Capacitar e Assimilar, explica o ministério da Economia em comunicado. As medidas incluem a partilha de conhecimento, experiências e benefícios para estimular a transição para a Indústria 4.0 (i4.0). Com o apoio do Instituto de Emprego e Formação Profissional e do Ministério do Trabalho e da Segurança Social vai ser criada uma rede de academias i4.0 para formação dos colaboradores.

A iniciativa, lançada em 2017, tinha como objetivos a capacitação dos recursos humanos, cooperação tecnológica, criação da startup I4.0, financiamento, apoio ao investimento, internacionalização e adaptação legal e normativa. A primeira fase, com 64 medidas, chegou a mais de 24 mil empresas e 550 mil pessoas.

Os princípios da i4.0 podem ser aplicados a várias áreas de negócio, como a agricultura e o desenvolvimento sustentável, explica o mesmo ministério. “Desenvolvemos e disponibilizamos soluções para a melhoria da eficiência na agricultura, através da condução ambientalmente responsável e economicamente rentável das culturas agrícolas”, afirma Isabel Gonçalves, presidente do conselho de administração da Hubel Verde, uma das empresas que está envolvida na iniciativa. A empresa partilha informação com os clientes através de uma plataforma digital.

Samuel Delgado, diretor executivo da Solancis — empresa do setor da pedra — acrescenta: “A Indústria 4.0 tornou-nos mais ecológicos, sustentáveis e com capacidade de resposta a grandes projetos com maior eficiência”.