Huawei

Huawei defende criação de organismo independente global para cibersegurança

Numa altura em que Washington está a pressionar vários países a proibirem a Huawai, o diretor-executivo da empresa defende a criação de um organismo independente global para a cibersegurança.

Hu considerou que a politização de questões de segurança está a "afetar todos os fabricantes" e a "fragmentar a tecnologia", o que representa "um desafio" para o mundo, "porque reduzirá a inovação e aumentará o custo das soluções"

LAURENT GILLIERON/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O diretor-executivo da Huawei defendeu esta terça-feira a criação de um organismo independente global para as questões de cibersegurança, advertindo que a politização da questão vai reduzir a inovação e aumentar os custos das soluções.

Ken Hu garantiu que o gigante de telecomunicações chinês está a redobrar esforços e a investir na melhoria da segurança, mas que “o correto” seria a criação de um organismo independente global, que servisse os fabricantes, a indústria e os reguladores.

O executivo advertiu que a politização da questão da cibersegurança vai reduzir a inovação e aumentar os custos das soluções, numa altura em que Washington está a pressionar vários países a proibirem a empresa.

“Se esta questão for politizada, serão discutidos sentimentos ou perceções e não os factos. Devemos concentrar-nos em criar uma tecnologia que proteja os utilizadores”, defendeu Hu, durante a 16ª edição da Cimeira de Analistas da Huawei.

O evento, que se realiza em Shenzhen, zona económica especial adjacente a Hong Kong no sul da China, conta com a participação de analistas de todo o mundo, e serve para a empresa divulgar as suas soluções para um mundo mais inteligente e conetado.

Os Estados Unidos têm pressionado vários países, incluindo Portugal, a excluírem a Huawei da construção de infraestruturas para redes de Quinta Geração (5G), a Internet do futuro, acusando a empresa de estar sujeita a cooperar com os serviços de informações chineses.

Austrália, Nova Zelândia e Japão aderiram já aos apelos de Washington e restringiram a participação da Huawei.

Hu considerou que a politização de questões de segurança está a “afetar todos os fabricantes” e a “fragmentar a tecnologia”, o que representa “um desafio” para o mundo, “porque reduzirá a inovação e aumentará o custo das soluções”.

“O debate não se deve focar numa empresa, mas incluir os fabricantes numa escala global”, disse.

Apesar da campanha lançada por Washington, a empresa chinesa afirmou ter garantidos já 40 contratos com operadoras em todo o mundo, para desenvolver redes 5G, o que torna a Huawei no maior investidor na tecnologia.

“O ano de 2018 foi bastante agitado e frutífero para nós”, disse Hu.

“Alcançámos um crescimento significativo nos nossos negócios e continuamos a promover a inovação. Precisamos de manter esta tendência, enquanto lidamos com problemas de curto prazo”, acrescentou.

O responsável anunciou que a empresa vendeu já 45 mil estações para 5G e espera que, até 2025, 6,5 milhões de estações tenham sido implantadas em todo o mundo para abranger 2,8 mil milhões de utilizadores.

“O 5G não é apenas mais rápido do que o 4G: é uma revolução na conetividade, que tornará tudo possível ‘online’, em qualquer altura, proporcionando uma conetividade verdadeiramente omnipresente”, disse.

As redes sem fio 5G destinam-se a ligar carros autónomos, fábricas automatizadas, equipamento médico e centrais elétricas, pelo que vários governos passaram a olhar para as redes de telecomunicações como ativos estratégicos para a segurança nacional.

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