Os trabalhadores da Soflusa, empresa de transporte fluvial entre o Barreiro e Lisboa, entram em greve na segunda e terça-feira por sobrecarga de trabalho, reivindicando uma nova escala de serviços e a contratação de profissionais, informou fonte sindical.

A paralisação dos trabalhadores do transporte fluvial será parcial, de três horas por turno, segundo Carlos Costa, da Fectrans – Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações.

Em declarações à agência Lusa, o responsável explicou que o principal motivo para a realização da greve é a “sobrecarga da escala de serviços, em que não estão a ser contemplados alguns planos de segurança”. “Os trabalhadores esperam que depois da greve seja possível negociar a alteração à escala, porque na classe dos mestres e maquinistas houve uma grande sobrecarga”, frisou.

A Fectrans também referiu, numa nota publicada na sua página, que a Soflusa aumentou a oferta “com o mesmo número de efetivos”, o que está a causar “a sobrecarga das atuais tripulações”. Por este motivo, os trabalhadores reivindicam não só a admissão de novos profissionais, como uma escala de serviço que “respeite o Acordo de Empresa e com horários que se ajustem ao direito de descanso”, segundo o sindicado.

A Soflusa comunicou, no seu site, que nos dias 22 e 23 de abril o serviço é realizado em apenas três horários, entre as 00h05 e as 01h30, as 10h15 e as 17h45 e das 22h00 às 23h30. “Durante os períodos de interrupção do serviço, os terminais fluviais estão encerrados, por motivos de segurança”, informou.