Herbert Diess não foi o responsável pela decisão que levou a Volkswagen, enquanto Grupo, a investir nos eléctricos. Mas é ele que, enquanto CEO, tem a obrigação de fazer funcionar essa aposta, que assenta na manutenção, em paralelo, de duas linhas de veículos – a convencional, com motores a gasolina e a gasóleo, a evoluir em conjunto com a nova aposta de modelos alimentados a bateria.

Recentemente na China, Diess deu mais uma ideia das ambições do grupo que dirige, no que respeita aos carros eléctricos. Não só confirmou que o I.D. Neo (nome de código), o primeiro modelo a bateria da nova era – não contando pois com os já conhecidos e-up! e e-Golf – vai começar a ser entregue a clientes no início de 2020, como avançou que até 2028 serão fabricados por todas as marcas do conglomerado germânico 22 milhões de unidades eléctricas alimentadas por acumuladores.

Depois de garantir que se tornará rapidamente no maior fabricante mundial de veículos eléctricos, Herbert Diess avançou ainda que mais de 50% desses modelos serão destinados – e em grande parte fabricados – à China, num total de 11,6 milhões de unidades. Para o conseguir, a Volkswagen vai recorrer às parcerias que possui com três construtores locais (Saic, Faw e Jac).

Paralelamente, o CEO do Grupo Volkswagen nos EUA, Scott Keogh, começou por agradecer à Tesla ter conseguido tornar os veículos eléctricos apelativos, “provando que os automóveis a bateria estão no mercado para ficar”. Admitindo que “mesmo que os veículos eléctricos não representem num futuro próximo mais de 10% do mercado, este é um segmento em que queremos estar presentes”, Keogh foi ainda mais longe e reconheceu o sucesso do Model 3.  “Nunca tínhamos visto, na história do comércio automóvel, um construtor passar tão rapidamente do zero ao 4º lugar no segmento de luxo”, declarou.