Portugal aparece entre os dez países onde o ensino privado é mais elitista, em mais de 50 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

A OCDE comparou o estatuto socioeconómico dos alunos num relatório sobre a liberdade de escolha em educação, que foi divulgado ainda na quarta-feira, cujas conclusões vêm publicadas na edição do Público desta quinta-feira. Em Portugal, a diferença é “impressionante”.

O diretor-geral da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), Rodrigo Queirós de Melo, defende que o Estado é o responsável por este caráter elitista do ensino privado, sendo que o atual Governo acabou com a maior parte dos contratos de associação.

Com isso, são muitas as famílias que pagam mensalidades na totalidade, ao contrário de outros países onde o ensino privado “é financiado em grande parte ou mesmo na totalidade pelo Estado”.

Se compararmos a amostra de Portugal onde o ensino particular é pago pelas famílias com a de outros países em que este é financiado pelo Estado, é normal que na portuguesa apareça só gente rica ao contrário do que acontece nas outras”, diz o responsável pela AEEP

No relatório Balancing School Choice and Equity, os países onde as diferenças entre público e privado estão mais esbatidas, em termos de estatuto socioeconómico, são a Holanda, a Finlândia, o Reino Unido, a Suécia e os Estados Unidos.