O Sporting venceu o FC Porto no Jamor e acrescentou a 17.ª Taça de Portugal ao palmarés. Depois de um empate a dois golos nos 120 minutos, os leões levaram a melhor na marcação das grandes penalidades com Renan a defender o último penálti dos dragões e Luiz Phellype a concretizar a última dos leões e entregar o troféu aos verde e brancos. Depois da conquista, os holofotes viraram-se para os protagonistas.

O treinador do Sporting, Marcel Keizer, não conteve a alegria com a conquista e dedicou a maior parte do discurso aos jogadores leoninos. “A equipa é inacreditável. O caráter e o espírito foram incríveis. Todo os crédito para os jogadores“, atirou o holandês. Para Keizer, “nem sempre é bom ser treinador”, mas são estes momentos que fazem com que valha a pena. O holandês acaba por não ficar indiferente à festa da Taça naquele que é o primeiro ano em Portugal. “Agora tenho uma pequena ideia [do que é a Taça de Portugal no Jamor]”, rematou.

A taça foi levantada pelo capitão leonino, Bruno Fernandes e a primeira pergunta recaiu sobre a eventual saída do clube. “Não sei… As perguntas são sempre as mesmas. Não há contactos com nenhum clube. Com certeza que há clubes interessados, mas estou no Sporting“, disse. O camisola 8 garantiu que a final perdida contra o Aves e tudo o que a antecedeu está esquecido e dedicou a vitória aos adeptos. Tentei ao máximo conquistar a confiança deles. Foi sangue, suor e lágrimas para eles. Este clube merece tudo. Os adeptos merecem tudo”, rematou o capitão do Sporting.

Outro dos capitães, Sebastián Coates, reconheceu que “faltou o campeonato”, mas destaca as conquistas da Taça de Portugal e da Taça da Liga. O central admitiu que a vitória foi especial, depois do que aconteceu em 2018. “O problema é quando nos dão por mortos. Este grupo demonstrou a rebeldia que tem”, finalizou.

As referência ao ano passado não se esgotaram em Bruno Fernandes ou Coates. Também o extremo Raphinha recuperou o ataque à Academia e a derrota frente ao Desportivo das Aves: “esta vitória é para todos aqueles que estiveram connosco no ano passado“. O brasileiro também lançou farpas aos críticos, que “desacreditaram” a equipa, no início da época. “Fomos muito desacreditados no inicio da época. Os resultados acontecem dentro do campo e este é para calar os críticos”, atirou.

Renan, que defendeu o penálti de Fernando Andrade e abriu caminho para a conquista, começou por recordar o momento em que ingressou no Sporting. O guarda-redes brasileiro relembra que foi para Alvalade “para conquistar títulos” e, para já, conta com dois, depois de somar a Taça de Portugal à Taça da Liga. Uma das pessoas na lista de agradecimentos do guardião foi o treinador de guarda-redes, Nelson Pereira. “O Nelson dá-me confiança e faz-me evoluir. É muito chato, mas que continue a ser chato”, disse Renan.

Quem acabou por decidir foi Luiz Phellype e, no final, o avançado admitiu que o início da caminhada em Alvalade foi “muito difícil”. O brasileiro adiantou que foi o ano “mais incrível” da carreira e destacou o espírito “guerreiro” dos leões. “Estivemos a perder mas não virámos a cara e nunca desistimos. É até ao fim”.