O Museu do Douro inaugura, na sexta-feira, em Peso da Régua, a exposição internacional “Mirror — Face do Face”, um projeto desenvolvido pelo Centro UNESCO de Vicenza, em Itália, que junta obras de 56 artistas portugueses e italianos.

A mostra de obras gráficas “Mirror – Face to Face” chega a Portugal com curadoria de Nuno Canelas, responsável pela Bienal de Gravura do Douro, e de Valeria Bertesina.

Segundo anunciou hoje o Museu do Douro, a exposição estará patente na galeria Ramos Pinto, entre 7 de junho e 22 de julho.

Em Itália, a mostra é inaugurada no dia 14 de junho.

Trata-se, segundo a organização, de uma exposição quase em simultâneo, pelo que as obras estarão em “duplicado” nos dois países.

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“É uma espécie de confronto artístico, de diálogo. Não há um tema que obrigue a uma mensagem estética. Escolhemos no total 56 artistas, entre portugueses e italianos. A escolha foi feita pelo valor artístico e não subjugada a temas”, explicou o curador Nuno Canelas.

O “Universo”, de José de Guimarães, um dos mais conceituados artistas plásticos portugueses, ativo desde a década de 1960, é uma das obras que faz parte da exposição, que inclui ainda obras de criadores como Henrique do Vale, Acácio Rodrigues de Carvalho e António Pizarro.

No mesmo dia, 7 de junho, o Museu do Douro inaugura também uma exposição retrospetiva da obra da pintora Gracinda Marques, que inclui 60 trabalhos, entre pinturas, desenho e obra gráfica (serigrafias).

Na sala de exposições temporárias vão estar expostos até 04 de setembro apenas trabalhos sobre o Douro, que foram produzidos pela autora entre 1975 e 2018.

Pintora e desenhadora, Gracinda Marques começou a expor em 1966. Realizou a sua primeira exposição individual em 1972, em Lisboa, e, desde então, tem participado em diversos certames, tanto em Portugal como no estrangeiro.

O poeta A.M. Pires Cabral, que publicou “Sabei Por Onde a Luz”, com ilustrações da artista, escreveu que Gracinda Marques “é seguramente a pintora que, com mais atenção, afinco, desvelo e enlevo (…) vem restituindo no papel e na tela belezas que colhe no Douro”.