O Governo brasileiro lançou na sexta-feira um pacote de medidas que visa a reconstrução do munícipio de Brumadinho, no Estado de Minas Gerais, fortemente afetado pela rutura de uma barragem, em janeiro deste ano.

De acordo com o Ministério da Cidadania, a iniciativa denominada ‘Aliança por Brumadinho’, visa a “recuperação da atividade económica e o resgate da autoestima da comunidade”, e inclui ações nas áreas de desenvolvimento social, educação, saúde, cultura, desporto, infraestruturas, meio ambiente e segurança pública.

“Em parceria com o governo de Minas Gerais e a prefeitura, queremos transformar Brumadinho num exemplo de superação, de cidade-modelo em todos os programas do Governo federal. Em todas as áreas vai haver um avanço, sempre contando com a parceria da iniciativa privada”, disse o ministro Osmar Terra, num comunicado divulgado pelo Ministério.

Segundo o prefeito de Brumadinho, Avimar de Melo Barcelos, a Aliança articulada pelo Ministério da Cidadania será fundamental para a reconstrução da cidade.

“Isso é importantíssimo para nós, porque ainda estamos a passar por uma fase financeira muito difícil. Com esses apoios, vamos conseguir recursos valiosos para o município”, frisou.

Dentro das ações, estão previstas obras de pavimentação e construção de pontes e viadutos de acesso ao Instituto Inhotim, um dos maiores centros de arte a céu aberto do mundo, e a reativação da linha férrea para circulação do comboio turístico entre Belo Horizonte e Brumadinho, em parceria com o Ministério do Turismo.

Em Brumadinho, a rutura a barragem da Mina Córrego do Feijão ocorreu no dia 25 de janeiro e provocou um mar de lama que atingiu as instalações da empresa e também propriedades nas imediações, deixando pelo menos 245 mortos.

De acordo com a Defesa Civil de Minas Gerais, até 29 de maio, último balanço daquela entidade, 25 pessoas continuavam desaparecidas.

A barragem que cedeu em Brumadinho pertencia à empresa mineira Vale, maior produtora e exportadora de ferro do mundo, que sofreu críticas e perdas financeiras devido ao desastre.

A empresa já esteve envolvida há três anos numa outra catástrofe semelhante, ocorrida numa das minas da sua subsidiária Samarco no estado de Minas Gerais, na cidade de Mariana, na qual morreram 19 pessoas.