Era um dos gamers mais populares dos Estados Unidos e estava desaparecido desde a passada quarta-feira, dia 19 de junho, o mesmo dia em que postou no YouTube um vídeo onde enquanto caminhava pelas ruas de Nova Iorque pedia desculpa aos fãs e aos amigos, “por se ter afastado de toda a gente”, e aludia à hipótese de suicídio. Foi encontrado morto no East River, confirmou esta terça-feira a polícia.

Desmond Amofah, mais conhecido como Etika, tinha 29 anos e ao longo dos últimos 7 conquistou uma legião de fãs no YouTube e no Twitch, onde publicava em vídeo as suas reações aos novos lançamentos de jogos e consolas (com uma predileção assumida pela japonesa Nintendo). De acordo com o site da especialidade Kotaku, que o descreve como uma das estrelas “da constelação da internet”, seriam cerca de 800 mil as pessoas que o seguiam.

Terão sido algumas delas as primeiras a alertar as autoridades depois de, na passada semana, o youtuber ter publicado na Internet um vídeo onde dizia estar a lidar com problemas de saúde mental e admitia a hipótese de suicídio: “Espero que a minha história ajude de alguma forma a fazer do YouTube um lugar melhor, num futuro em que as pessoas conheçam fronteiras e limites e saibam até onde as coisas devem ir”.

A polícia já tinha encontrado, no tabuleiro da Ponte de Manhattan, no sábado passado, alguns bens pessoais de Etika, incluindo identificação, telemóvel e consola Nintendo Switch. O corpo do youtuber foi retirado da água dois dias depois mas só esta terça-feira foi identificado.

Tendo em conta as circunstâncias do desaparecimento e o historial de Desmond Amofah, que no último ano terá destruído propositadamente o próprio canal de YouTube, sido internado num hospital psiquiátrico e detido depois de atacar um agente da polícia (enquanto se filmava no processo), tudo aponta para que a causa de morte seja efetivamente suicídio.

Uma petição para que o canal de Etika seja restaurado no YouTube, “para que possamos recordar o seu legado”, foi entretanto criada no Change.org. Em apenas 17 horas já ultrapassou as 355 mil assinaturas.