Um casal de 54 e 40 anos foi esta quinta-feira detido pela Polícia Judiciária em Vila Nova de Gaia por suspeitas de integrar uma rede transnacional que se dedicava a usar pessoas para abrir contas bancárias, pedir créditos e adquirir bens que depois vendiam. Os detidos vão responder pelos crimes de branqueamento, burla qualificada e burla informática.

Segundo o comunicado da PJ, desde 2017 que os suspeitos integravam uma organização criminosa cujo núcleo duro está instalado em França e que se dedica a crimes contra o património. “Estima-se que esta organização criminosa terá lesado, até ao momento, instituições de crédito e empresas francesas em cerca de 1, 2 milhões de euros“, escreve a PJ. O esquema era simples: os suspeitos abriam contas bancárias no nome de empresas constituídas em França por “indivíduos sem instrução e que não dominam a língua francesa”, mas que recebiam dinheiro para tal.

Os suspeitos terão recrutado vários indivíduos em Portugal, que são habitualmente denominados como “homens de palha”– que se deslocaram a França apenas com o propósito de abrirem contas bancárias.

Fosse através das empresas constituídas ou de contas particulares, os suspeitos pediram créditos bancários para adquirirem diversos bens, mas depois não só não os liquidavam, como os vendiam.  Já nas contas que detinha em Portugal, o casal recebia dinheiro transferido vindo de suspeitos da organização que estão a ser investigados pelas autoridades francesas.