Além de dois apartamentos no valor de 4 milhões de euros, o Tribunal de Lisboa arrestou também a José Berardo 500 mil euros em contas, ações, fundos e títulos.

A notícia é avançada pela SIC, um dia depois de ter noticiado que o Tribunal de Lisboa tinha arrestado a José Berardo dois apartamentos em Lisboa: um com o valor de 1,5 milhões de euros, na Lapa; outro, custeado em 2,5 milhões de euros, na Avenida Infante Santo. Esses bens estavam registados em nome da ATRAM, uma empresa detida por José Berardo — tal como estavam as contas, ações, fundos e títulos que, noticia agora a SIC, também foram arrestados.

Os bens em questão servirão para pagar parte da dívida de José Berardo à Caixa Geral de Depósitos. Porém, uma vez que estão orçados em 4,5 milhões de euros, estes bens farão pouca diferença na dívida total de José Berardo ao banco público, fixada nos 450 milhões de euros.

Esta decisão do Tribunal de Lisboa foi tomada após a aplicação da figura da desconsideração da personalidade jurídica coletiva, um mecanismo raramente utilizado em Portugal que permite à justiça arrestar bens detidos por uma empresa, caso considere que estes pertencem de facto a um indivíduo.

Essa decisão partiu então da conclusão do Tribunal de Lisboa de que José Berardo mentiu na comissão de inquérito parlamentar de 10 de maio, na qual adiantou não ter nenhuns bens em seu nome, inclusive a casa onde vive.

Ao todo, a CGD, BCP e o Novo Banco reclamam a José Berardo o pagamento de 962 milhões de euros em dívida por saldar.

Notícia corrigida às 22:40 com o valor correto dos bens apreendidos – 500 mil euros e não 500 milhões como por lapso foi escrito na versão original.