O centro histórico de Viseu é desta segunda-feira a domingo invadido por instalações, oficinas, música, teatro, literatura, circo e novo circo, na primeira edição do Festival Mescla, que promove os talentos viseenses.

“O Mescla é um festival que assume uma vocação específica de apresentação, valorização e promoção dos talentos de Viseu. É o espaço natural, por excelência, que apresenta, valoriza e promove aquilo que é a produção cultural e artística ‘made in Viseu’”, explicou o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Viseu.

Jorge Sobrado acrescentou que este é “um festival de encontros, do ponto de vista dos talentos, dos projetos e das dinâmicas artísticas e culturais de Viseu, com uma programação vibrante e multidisciplinar que vai fazer um grande roteiro cultural pelo centro histórico” de Viseu.

Até domingo, “há um grande roteiro de instalações que será inaugurado hoje , um grande roteiro de luz que faz uma viagem pelo centro histórico”, “distribuído em sete grandes instalações de luz, seis delas de Manuel Alão e Sérgio Ferreira e uma outra de Inês Flor, uma artista de Viseu”.

“É, por um lado, um espaço de afirmação e apresentação dos talentos, dos projetos e das dinâmicas culturais de Viseu e um convite muito eclético, muito diversificado para que, quem cá vive, e nos visita esta semana, venha viver uma semana cultural e de artes incrível, num espaço de excelência que é o nosso centro histórico”, defendeu.

Jorge Sobrado explicou que as manhãs estão, “sobretudo, orientadas para oficinas educativas e criativas” e, a partir das 16h00, inicia-se, no fundo, a programação de espetáculos, sobretudo de espetáculos na área do teatro, música, literatura, com leitura de poesia e contos e novo circo”.

As oficinas, “a partir dos jovens do primeiro ciclo até aos mais velhos e para toda a família”, passam pela arqueologia, fotografia, iniciação da fotografia, encadernação de livros e construção de lanternas japonesas.

Há também oficinas de transformação de papel, escrita criativa e sobre a descoberta histórica de Viseu, e ainda “uma grande instalação de som, o gamelão, que nasce a partir de hoje nos claustros da Sé de Viseu”.

“Do ponto de vista cultural, não se elege nem um estilo nem uma expressão, não se pode dizer que seja um festival de música, é um festival de arte e cultura que vai da música ao teatro, da escultura à literatura, do cinema à fotografia, do circo ao novo circo e que também assume dimensões pedagógicas, educativas e ambientais”, defendeu.

De Viseu, estarão nomes como Moullinex, Gira Sol Azul e a Viseu Big Band, o Teatro Mais Pequeno do Mundo, de Graeme Pullyen, João Lugatte, Ricardo Bernardo e Ricardo Silva (em residência), o projeto CRETA, de Guilherme Gomes (com diversos atores viseenses), a ZunZum, a Tribal, a Ritual de Domingo e Sónia Barbosa, Luís Belo, John Gallo, Inês Flor, Cláudia Sousa, o CARMO 81 e “Sr. Jorge” e a associação Memória Comum.