Rádio Observador

Família Real Britânica

Um cenário “íntimo e pacífico”: seis detalhes sobre o batizado de Archie, o filho de Harry e Meghan Markle

Segredo absoluto e privacidade total são as palavras de ordem do batizado do elemento mais novo da família real britânica. Saiba o que esperar do evento de sábado e suas condicionantes.

AFP/Getty Images

Archie Mountbatten-Windsor, o primeiro filho do Príncipe Harry e Meghan Markle, vai ser batizado no próximo sábado, 6 de julho, na capela privada da rainha no Castelo de Windsor. A notícia foi confirmada pela CNN junto de fonte da família real britânica, fonte essa que informou também que a cerimónia será bastante íntima, reduzida apenas a 25 amigos e à família dos duques de Sussex.

Já há algum tempo que se falava do batizado do mais jovem membro da coroa britânica mas houve desilusões entre os fãs da família real porque vão ter a sua “fome” de realeza abafada pelo cariz restrito da cerimónia. Felizmente o palácio de Buckingham precaveu-se e tudo indica que depois da cerimónia serão divulgadas fotografias do evento — tal e qual aconteceu no ano passado, com o batizado do príncipe Louis, filho do príncipe William e Kate Middleton. É expectável que a(s) primeira(s) imagens cheguem aos fãs através da conta oficial de Instagram do casal.

Uma capela privada e não a igreja do casamento

A decisão de organizar o batizado numa capela privada pode ser surpreendente para aqueles que esperavam contactar mais de perto com o pequeno Archie — que fará dois meses nesse mesmo dia da grande celebração — mas olhando para a história percebe-se que não é nada de inédito. Apesar de terem circulado rumores de que o batizado seria na mesma capela onde Harry e Kate se casaram, a St. George’s Chapel, a verdade é que o local escolhido é uma outra capela mais recatada, no Castelo de Windsor.

A revista People também reporta que o casal procurava uma “cenário íntimo, pacífico, que tivesse uma ligação especial à rainha”, contou fonte próxima da realeza.

O batizado não será, ao contrário do que se chegou a pensar, na St. George’s Chapel, onde Harry e Meghan se casaram. Em vez disso será numa capela privada no Castelo de Windsor.

Privacidade acima de tudo

No que a baptizados reais diz respeito, a historiadora real Marlene Koenig contou à Harpers Bazaar que “a realeza britânica quase sempre optou por cerimónias mais recatadas, fê-lo durante vários séculos, aliás. Mesmo antes do advento da fotografia havia um correspondente do The Times que tinha como única função assistir ao batizado e depois relatá-lo, só por palavras.” Para a mesma especialista, a chegada da fotografia mudou tudo mas, mesmo assim, “o batizado continua a ser visto como algo privado, um evento pessoal para a família que vê a criança ser recebida na Igreja de Jesus Cristo”, conta.

Esta obsessão com a privacidade também está em linha com aquilo que tem sido a postura habitual de Harry e Meghan, que já assumiram a vontade de criar Archie da forma mais pacata possível, longe dos holofotes da imprensa. O simples facto de viverem em Frogmore Cottage, em Windsor, já é sinal disso, pelo menos se comparado com o Palácio de Kensington, que fica no coração de Londres.

Não é certo que vá haver algum tipo de abertura que permita ao público vislumbrar, pelo menos, a chegada dos convidados e familiares do pequeno Archie — William e Kate, no passado, permitiram isso, por exemplo — mas o mais certo é que o mundo tenha que se contentar apenas com os retratos que a coroa irá partilhar, mais tarde.

E padrinhos?

A par de tudo isto há também a certeza de que Harry e Meghan não vão, por exemplo, revelar o nome dos padrinhos pelo menos até ao grande dia. Contudo, a ABC News afirma que é praticamente certo que o casal vá escolher amigos íntimos e não celebridades como o casal Clooney ou Serena Williams.

O bebé Archie será batizado no dia em que faz dois meses de idade.

A rainha não estará presente

A agenda da rainha, como se sabe, é tudo menos ligeira, daí a grande probabilidade de a mesma não conseguir marcar presença no batizado do bisneto — pelo menos é o que já avançara a revista Town & Country. Ao que se sabe, Isabel II já tinha compromissos marcados para esse dia e, por causa disso, não marcará presença.

Para a maioria das pessoas isto pode parecer estranho mas a verdade é que não é nada que já não tenha acontecido: ainda no ano passado, por exemplo, Isabel II falhou o batizado do seu outro bisneto, o príncipe Louis, o filho mais novo de William e Kate Middleton. No passado mês de março, porém, a matriarca marcou presença no batizado da sua oitava bisneta, Lena Tindall.

Roupas com história

Sabe-se com relativa certeza que a roupa usada por Archie neste dia será uma réplica do vestido que a rainha Vitória mandou fazer para a sua primeira filha, Vitória Adelaide Mary Louisa. Esse modelo tem sido usado desde então e todos os bisnetos da rainha, por exemplo, cumpriram-na à risca.

A roupa usada remete à época da rainha Vitória e é um pedaço de história viva, apesar de ter sido substituída por uma réplica em 2004.

O vestido original, que é cheio de folhos, foi “vestido” por um total de 62 bebés reais (cinco deles tornaram-se monarcas) ao longo de 163 anos. Foi protegido com extremo cuidado durante décadas até que em 2004 a rainha decidiu que a sua bisneta Lady Louise Windsor seria a última usá-lo. Angela Kelly, a conselheira da soberana no que toca à roupa, foi escolhida para fazer a tal réplica que Archie seguramente usará. Desde então tem sido esse o modelo a “rodar” pelas crianças reais.

Arcebispo da Cantuária, o suspeito do costume

É certo que a cerimónia religiosa será orientada por Justin Welby, o Arcebispo da Cantuária. Segundo a mesma Town & Country ele deverá usar a Lily Fonte, a tigela de prata que tem sido usada em todos os batizados de bebés reais desde 1841. Archie seguramente será abençoado pela água do rio Jordão, outro ritual histórico, já que muitos acreditam ter sido nestas águas que João Batista batizou Jesus Cristo.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)