Combinar um preço acessível com uma autonomia interessante parece ser a única forma de democratizar a mobilidade eléctrica. A China, o maior mercado automóvel mundial e também aquele onde a ofensiva eléctrica concentra os investimentos mais avultados, parece ter percebido mais depressa que os restantes mercados que esse será o único caminho para chegar às massas. Daí que surjam frequentemente novas propostas. O problema é que, embora baratas, pecam pela curta autonomia – algo que os consumidores locais não valorizam e que recentemente passaram a ser discriminadas pelos incentivos do Governo local.

É neste quadro que entra em cena o Haima Aishang EV 360, modelo que consegue compatibilizar o valor da aquisição com a tranquilidade da utilização: em troca de apenas 59.800 yuan (7.732€, depois de subsídios), os chineses levam para casa um eléctrico capaz de percorrer mais de 300 km, valor anunciado sob o ciclo NEDC, o que equivale a cerca de 225 km segundo o método WLTP.

De dimensões compactas (3,680 m de comprimento, 1,550 m de largura e 1,530 m de altura), esta proposta não é mais que uma versão actualizada do Haima Aishang EV, modelo do segmento A que passa agora a contar com uma bateria de 34 kWh, responsável por alimentar um motor eléctrico de apenas 40 kW (54 cv) e 140 Nm de binário máximo. Segundo a marca, a um ritmo contido – e não será difícil, atendendo à potência disponível – o EV 360 pode mesmo cumprir 352 km com uma carga completa. Ou seja, em ambiente citadino e a uma velocidade média de 60 km/h, o Aishang é uma fonte de despreocupações.

Imaginar-se-ia que, pelo valor referido, o habitáculo do citadino chinês seria do mais básico e elementar. Não será bem assim, pois está lá um pequeno painel de instrumentos digital, bem como um ecrã táctil de 10,1 polegadas. Mesmo que os materiais e os acabamentos sejam modestos, com esta autonomia e com a capacidade de transportar quatro pessoas, por menos de 8.000€, seria difícil pedir muito mais…