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Fotografias de Yigal Gawze da Telavive modernista em exposição no MAAT

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Exposição do fotógrafo intitula-se "Form and Light" e é inaugurada na próxima sexta-feira, ficando vigente até 2 de setembro. A mostra comemora os 100 anos da Bauhaus em edifícios de Telavive.

"O impacto da arquitetura modernista deixou uma marca visível no tecido urbano", diz comunicado do MAAT

PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP/Getty Images

Autor
  • Agência Lusa

Uma exposição de fotografia de Yigal Gawze, que retrata a arquitetura Bauhaus na cidade de Telavive, em Israel, nos anos 1930, vai ser inaugurada na sexta-feira, no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa.

A exposição intitula-se “Form and Light” e ficará patente até 02 de setembro deste ano, apresentando fragmentos dos edifícios cujo estilo foi levado por arquitetos europeus para a costa do Mediterrâneo.

A mostra é apresentada por ocasião dos 100 anos da Bauhaus — escola alemã de arte vanguardista – e sublinha a sua influência na “White City” em Telavive, resultando de uma parceria entre a Embaixada de Israel em Portugal e a Fundação EDP.

“Form and Light”, de Yigal Gawze, instalada na Sala dos Geradores da Central Tejo, revela o panorama arquitetónico de Telavive, cidade que conta mais de 4 mil edifícios de estilo internacional em Tel Aviv, fazendo dela um espaço “onde o impacto da arquitetura modernista deixou uma marca visível no tecido urbano”.

“As perspetivas nítidas e composições dinâmicas que são inerentes a este trabalho, ecoam, à sua maneira, a fotografia de vanguarda dos anos 30. O uso da cor, acentuada pela luz local, ressalta os atributos da arquitetura modernista e da cidade que ela formou”, refere um texto sobre a exposição divulgado pelo MAAT.

O trabalho fotográfico de Yigal Gawze “é uma homenagem aos ideais do passado e à renovação atual, e transmite a essência do encontro especial que acontece em Telavive, entre um estilo arquitetónico originário da Europa e o brilho do Mediterrâneo”.

Em 2003, a UNESCO atribuiu o título de Património Mundial da Humanidade a três zonas no coração de Telavive, conhecidas como White City, a Cidade Branca, justificando serem o resultado “de uma síntese da excecional importância das várias tendências do movimento modernista na arquitetura e no urbanismo, adaptada às condições culturais e climáticas do local”.

Entre 1930 e 1940, a cidade foi uma espécie de laboratório onde os arquitetos, formados em vários países europeus, discutiam e criavam nas margens do Mediterrâneo um “modernismo modificado”.

A maioria das estruturas “são edifícios residenciais modestos, construídos para albergarem as vagas de imigrantes oriundos da Europa durante esses anos, e caracterizam-se pela sua articulação cúbica, e varandas embutidas ou em consola”.

“Assim, as fachadas locais apresentam uma forte plasticidade e são muito mais tridimensionais em comparação com a maioria das fachadas modernistas, de formas planas, e de traços leves, na Europa”, descreve o texto sobre a exposição do fotógrafo israelita.

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