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McLaren Senna é fantástico, mas arde que se farta

Sempre que se fala do McLaren Senna não faltam os adjectivos e, todos eles, positivos. Concebido só para pista, o superdesportivo é potente, rápido e exuberante. Mas arde com facilidade.

A McLaren começou a entregar o Senna no final de 2018, mas se o impressionante superdesportivo causa admiração, tem provocado igualmente alguma suspeição, tal o número de incidentes em que surge envolvido. Ninguém acusa o modelo britânico, construído para homenagear Ayrton Senna, de ser pouco potente, uma vez que extrai do motor V8 biturbo 800 cv. Tão pouco o apontam como sendo parco em capacidade de aceleração ou velocidade máxima, uma vez que atinge 335 km/h e os 100 km/h em apenas 2,8 segundos. Contudo, os (poucos) proprietários que já receberam as suas unidades olham-no com crescentes níveis de preocupação.

O Senna é uma máquina infernal que oferece 800 cv, 800 Nm de força e 800 kg de downforce a 250 km/h (impressionante para um veículo com apenas 1.198 kg a seco), tendo sido concebido para quem desejava um McLaren capaz de exibir a máxima eficácia e assegurar ao seu condutor o máximo prazer em pista – o local onde Senna, o piloto brasileiro, habitualmente revelava todo o seu potencial. Sucede que na última exibição do carro inglês, a “coisa” esteve longe de correr bem e só a perícia e presença de espírito do piloto evitou o pior, ou seja, que mais um McLaren Senna fosse devorado pelo fogo. Veja aqui como aconteceu:

A exibição decorreu sobre o olhar atento de muitos milhares de espectadores e foi devidamente coberto por reportagens televisivas, ou não tivesse ocorrido durante o fim-de-semana do Grande Prémio da Áustria de F1. Apesar do Senna ser propriedade de um amante de desportivos, conhecido como Gercollector, com uma colecção invejável de veículos, o Senna em questão tinha ao volante o ex-piloto de F1 Gerhard Berger, que o conduziu numas voltas ao circuito Red Bull Ring. Não foi necessário esperar muito para que surgisse um fumo preocupante da traseira do modelo produzido em Woking, Inglaterra, a que se seguiram umas labaredas que indiciavam que algo não estava mesmo nada bem.

Valeu a experiência de competição de Berger, que assim que se apercebeu do problema, parou rapidamente junto a um posto de comissários no circuito, que combateram o princípio de incêndio e evitaram o pior.

As causas para o fogo não são conhecidas, mas poderão ser encontradas algures entre um problema eléctrico ou uma fuga de óleo ou de combustível, que uma vez em contacto com a temperatura extrema do turbocompressor e do sistema de escape, não permite esperar um final feliz. O mais curioso é que Berger nem parecia conduzir nos limites, sobretudo para um modelo que nasceu para ser utilizado naquelas condições, o que não impediu o incidente, o qual só não foi mais grave devido aos experientes comissários de pista.

O Senna já regressou à McLaren, onde será analisado e, idealmente, apuradas as causas, para que não volte a acontecer.

Este problema com o McLaren na pista austríaca não foi, contudo, o primeiro a vitimar um Senna. A primeira vez que se tornou pública a tendência deste modelo para ser consumido pelas chamas foi em Dezembro, quando outro Senna, desta vez pertença do youtuber Salomondrin, ardeu em plena Los Angeles.

Ainda não eram conhecidas as causas desse primeiro caso, eis que em Março outro Senna revelou um problema similar, desta vez com mais fumo do que chamas. Depois do que aconteceu na Áustria, a McLaren tem mesmo de encontrar as respostas para o problema que obviamente afecta o Senna, que está necessariamente a beliscar a imagem do fabricante e a deixar os proprietários dos superdesportivos britânicos à beira de um ataque de nervos, pois cada um custou um mínimo de 853 mil euros, excepto o primeiro, que foi leiloado por 2,2 milhões.

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