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Ministério da Defesa

Portugal vai ajudar Marrocos a desenvolver capacidade submarina

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Gomes Cravinho diz que ambos os países têm uma relação muito antiga e que há ganhos para ambas as partes. Ajuda passa por permitir a Marrocos fazer exercícios a bordo de submarinos portugueses.

João Gomes Cravinho recebeu esta sexta-feira o ministro da Defesa marroquino em Oeiras

RUI MINDERICO/LUSA

Portugal vai ajudar Marrocos a desenvolver a sua capacidade submarina através presença de militares marroquinos em exercícios a bordo dos submarinos portugueses Arpão e Tridente, adiantou esta sexta-feira o ministro da Defesa Nacional.

João Gomes Cravinho recebeu esta sexta-feira o seu homólogo marroquino no Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, no distrito de Lisboa, onde estiveram reunidos durante cerca de uma hora. No programa, estava prevista uma visita de Abdellatif Loudyi ao Arsenal do Alfeite, bem como à Base Naval de Lisboa.

Falámos da possibilidade de intensificação da cooperação entre as nossas marinhas e também da parte de manutenção do Alfeite. Ele está atento ao facto de o Alfeite estar a desenvolver novas capacidades, nomeadamente de reparação de submarinos, e Marrocos está interessado em desenvolver uma capacidade submarina”, disse o ministro da Defesa Nacional à Lusa no final do encontro.

“Aliás, é uma área de cooperação entre nós, vamos trabalhar com Marrocos no desenvolvimento da sua capacidade submarina e, portanto, o Alfeite fez parte dessa conversa”, salientou o governante português, apontando que esta “é uma relação que já é antiga” e que o Governo espera que “tenha toda a continuidade”.

Em termos práticos, essa cooperação passa pela presença de “alguns submarinistas marroquinos” em exercícios a bordo dos submarinos portugueses Arpão e do Tridente, explicou Gomes Cravinho. “Marrocos está no processo de aquisição de submarinos e precisa, portanto, de ter conhecimentos sobre como operam as marinhas e os submarinos de países vizinhos e amigos”, advogou o ministro da Defesa, assinalando que “os submarinos marroquinos estão vocacionados para trabalhar em áreas vizinhas dos submarinos portugueses e, portanto, é muito importante que se conheçam bem uns aos outros e partilhem informações”.

Na ótica de João Gomes Cravinho, “dessa forma há sinergias evidentes a ganhar para os dois lados” uma vez que, observou, Portugal e Marrocos partilham uma “fronteira marítima muito extensa” e “preocupações semelhantes em matéria de gestão do espaço aéreo do Atlântico”.

Em declarações à agência Lusa, o ministro da Defesa apontou ainda “preocupações comuns” entre Portugal e Marrocos, entre as quais “em matéria de relações Europa-África, trabalho sobre os fluxos migratórios” ou “combate ao terrorismo”. Assim, os principais desafios geoestratégicos de Portugal “são desafios importantes para Marrocos e vice-versa”.

“Neste quadro em que a geoestratégia mundial está a alterar-se muito rapidamente”, aparecem “novos desafios, novas dificuldades, novos problemas” que requerem atenção e, por isso, é “extremamente importante” que exista um “diálogo estreito, frequente com Marrocos”, vincou João Gomes Cravinho.

Na reunião entre os dois homólogos foi também abordada a presença dos dois países em missões da Organização das Nações Unidas (ONU), nomeadamente na República Centro-Africana.

Falámos um pouco da situação na República Centro-Africana. Portugal e Marrocos têm os dois forças presentes no terreno e aquilo que me disse o senhor ministro da Defesa de Marrocos é que Marrocos tenciona continuar presente na República Centro-Africana, bem como no Congo, onde não temos forças neste momento”, afirmou o ministro da Defesa.

Apesar de Portugal não poder “estar em todo o lado”, Gomes Cravinho advogou que “é muito importante que outros estejam presentes, porque o Congo também é uma zona de potencial instabilidade muito grande”. Já Portugal continuará a integrar a missão da ONU, disse o ministro.

“Nós continuaremos na MINUSCA. Atualmente temos as nossas forças nacionais destacadas até ao final do ano, estamos agora a trabalhar sobre as perspetivas para 2020 e acredito que será necessário dar continuidade ao trabalho da nossa FND [força nacional destacada] na República Centro-Africana”, adiantou.

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