Rádio Observador

EMEL

EMEL cria zonas tarifárias mais caras e oferece um dístico por morada em Lisboa

841

Uma hora pode custar 3 euros. Dístico para residentes vai passar a ser gratuito e há duas novas "cores": a castanha e a preta. Famílias numerosas terão lugar reservado à porta de casa.

MÁRIO CRUZ/LUSA

A Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa – EMEL vai criar duas novas zonas tarifárias, mais caras do que as existentes atualmente, e o primeiro dístico para residentes passará a ser gratuito, anunciou esta segunda-feira o município.

As alterações foram apresentadas em conferência de imprensa pelo vereador da Mobilidade, Miguel Gaspar (PS), no âmbito do novo Regulamento Geral de Estacionamento e Paragem na Via Pública, que deverá ser submetido a consulta pública ainda este mês.

Atualmente existem três tarifários, sendo que a cor verde custa 80 cêntimos por hora, a amarela tem um custo de 1,20 euros e a vermelha 1,60 euros por hora. Em declarações à Rádio Observador, Miguel Gaspar explica que as novas cores castanha e preta (as novas zonas tarifárias) terão um custo de dois e três euros por hora, respetivamente. Estas cores vão, “para já”, ficar apenas nas zonas de “maior pressão” do município de Lisboa: Baixa, Marquês de Pombal, Saldanha e Entrecampos. 

O nosso objetivo e expetativa é aumentar o número de lugares livres na via, tornar mais fácil para residentes estacionar perto de casa e facilitar o acesso ao comércio local”, explica ao Observador Miguel Gaspar.

Há, assim, um “foco nas medidas de melhoria de estacionamento para residentes e uma discriminação positiva para famílias”. O primeiro dístico de cada agregado passará a ser gratuito e para os cidadãos que só pedem um dístico também “vai deixar de ser pago”, abrangendo cerca de 50% das famílias. A medida de dístico gratuito aplica-se a famílias com pelo menos três filhos (cujo mais novo tenha até 2 anos de idade) e que não tenham garagem. Aqui, o objetivo é “simplificar a distância percorrida até à porta de casa” e melhorar a segurança rodoviária. 

Mas o aumento dos preços não se traduz no aumento da receita. Nem é esse o objetivo, de acordo com Miguel Gaspar. “O objetivo não é o de gerar mais receita”, explica, afirmando que tal pode nem acontecer. Se se verificar um excedente, o dinheiro financiará planos da EMEL ou alternativas de mobilidade da Câmara de Lisboa.

A cidade mudou e a sua dinâmica também. É necessário adaptar o regulamento. O regulamento evolui porque a cidade também evolui e é isso que está acontecer”, conclui Miguel Gaspar.

Algumas destas medidas serão implementadas ainda este ano e outras apenas no primeiro semestre do próximo ano. Certas medidas podem mesmo entrar já em vigor.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)