Rádio Observador

Cabo Verde

Apoio do FMI a Cabo Verde prevê fim dos subsídios às empresas públicas deficitárias

A situação económica de Cabo Verde, elogia o FMI, melhorou nos últimos anos, com o arquipélago a passar de um crescimento de 1% do PIB em 2015 para cerca de 5% previstos para este ano.

FMI aprovou o Instrumento de Coordenação de Políticas para Cabo Verde que prevê a eliminação faseada dos subsídios às empresas públicas deficitárias e fornece ajuda para a continuação das reformas estruturais

JIM LO SCALZO/EPA

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou o Instrumento de Coordenação de Políticas para Cabo Verde que prevê a eliminação faseada dos subsídios às empresas públicas deficitárias e fornece ajuda para a continuação das reformas estruturais.

O programa de 18 meses “vai alavancar-se no programa de reformas das autoridades, no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável e pretende potenciar a estabilidade macroeconómica através da consolidação orçamental e reformas que fomentem o crescimento para apoiar a sustentabilidade da dívida e do orçamento“, lê-se no comunicado distribuído pelo FMI.

“O programa orçamental vai ser ancorado no saldo primário [excluindo os juros da dívida] e na eliminação, ao longo do tempo, do apoio orçamental às empresas públicas deficitárias num contexto de avanço das reformas”, acrescenta-se no comunicado.

A situação económica de Cabo Verde, elogia o FMI, melhorou nos últimos anos, com o arquipélago a passar de um crescimento de 1% do PIB em 2015 para cerca de 5% previstos para este ano e com uma inflação baixa e num contexto de redução do défice orçamental, que caiu de 4,6% do PIB em 2015 para 2,2% estimados este ano.

“A perspetiva de evolução da economia é positiva, apesar de haver riscos”, nota o FMI, que antecipa uma diminuição dos riscos colocados pelas empresas públicas em difícil situação financeira: “Os riscos orçamentais colocados pelas empresas públicas deficitárias devem diminuir, refletindo o impacto das reformas colocadas em prática em 2018 e no princípio deste ano, principalmente a privatização da companhia aérea nacional, bem como de outras medidas planeadas para 2019 e 2020 de reestruturação das empresas públicas”, lê-se no comunicado.

Onde o FMI não vê melhorias é na situação da dívida pública, que leva a que “o risco externo e a dívida, no geral, são altos, sem mudanças relativamente à Análise da Sustentabilidade da Dívida feita em 2018 pelos técnicos do FMI e do Banco Mundial”.

Os últimos números do FMI sobre a dívida pública, divulgados em abril, apontam para valores de 127,7% em 2018 fixou-se nos 127,7%, descendo para 125,3% em 2019 e para 120,8% no ano seguinte, ainda assim o segundo maior rácio na África subsaariana.

Na divulgação do acordo, na segunda-feira, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças cabo-verdiano, Olavo Correia, considerou a assinatura do acordo “momento histórico para Cabo Verde” e recordou que só mais três países no mundo – Seicheles, Sérvia e Ruanda – contam com este “instrumento de aceleração do crescimento económico”.

Segundo o vice-primeiro-ministro, trata-se de “um reforço do FMI para países em processo de reformas estruturantes e com registo de sucesso”, ou seja, “países que demonstram confiança, segurança, previsibilidade e níveis de crescimento robustos”.

De acordo com o governante, este Instrumento de Coordenação de Políticas, para o período entre julho de 2019 e janeiro de 2021, é “consequência do pedido de Cabo Verde ao FMI para o apoio na implementação da estratégia de Cabo Verde para este mandato, espelhado no Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável” (2017/2021).

Olavo Correia recordou que este plano ambiciona “o desenvolvimento de um turismo inclusivo, em benefício de todas as ilhas, transformar Cabo Verde numa plataforma de distribuição de tráfego aéreo e num centro internacional de negócios, criar uma plataforma financeira internacional e desenvolver uma plataforma digital de inovação tecnológica, expandir os serviços marítimos e apoiar as oportunidades locais de investimento e as da diáspora”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)