Um homem grego de 27 anos admitiu ser o responsável pelo homicídio da cientista norte-americana Suzanne Eaton, encontrada morta na ilha de Creta na semana passada, anunciou esta terça-feira a polícia grega. Eaton, uma cientista de renome na área da entomologia (estudo dos insetos), trabalhava no instituto Max Planck, em Dresden, na Alemanha.

A bióloga do desenvolvimento estava desaparecida desde a tarde de 2 de julho, quando saiu para correr. O seu corpo foi descoberto seis dias depois no interior de uma gruta localizada a cerca de dez quilómetros do local onde Eaton deveria dar uma conferência sobre hormonas de insetos — a Academia Ortodoxa de Creta, em Kolymbari, uma localidade costeira — e onde estava hospedada desde a sua chegada à ilha, a 30 de julho.

De acordo com a polícia grega, depois do desaparecimento da cientista de 60 anos ter sido comunicado pelo organizador da conferência a 4 de julho, foi imediatamente iniciada uma investigação. Foi nesse âmbito que foi identificado e detido o homem de 27 anos, que confessou ter atacado a vítima junto ao memorial “Evelpidon” (bateu-lhe duas vezes com o carro) por “motivações de satisfação sexual”.

Depois de ser atropelada, a cientista norte-americana foi colocada dentro da mala do carro do atacante (Fonte: Hellenic Police)

Garantindo que Eaton estava inconsciente, o atacante colcou-a dentro da mala do carro e levou-a para a zona de ventilação de um abrigo da altura da Segunda Guerra Mundial, na zona de Xamoudochori, onde a violou, abandonando-a de seguida. Depois de tapar a entrada com uma placa de madeira, deslocou-se até ao cemitério mais próximo para limpar a mala do carro, relatou a polícia.

Análises forenses concluíram que Suzanne Eaton morreu sufocada. O seu corpo apresentava ainda várias fraturas, nas costelas e na cara, e lesões nas duas mãos. Esta era a quarta visita da investigadora à ilha de Creta.