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Angola

Governo angolano vai recuperar 370 quilómetros de estradas degradadas

Foi aprovado um orçamento de cerca de 175 milhões de dólares para o Plano Nacional de Salvação de Estradas (PNSE), projeto que visa recuperar cerca de 370 quilómetros de estradas do país.

O ministro da Construção e Obras Públicas angolano assegurou que problemas registados anteriormente a nível de empreitadas "devem fazer parte do passado"

Manuel Almeida/LUSA

O Governo angolano aprovou um orçamento preliminar de cerca de 175 milhões de dólares para o Plano Nacional de Salvação de Estradas (PNSE), projeto que visa recuperar cerca de 370 quilómetros de estradas do país, disse fonte oficial.

Segundo o ministro da Construção e Obras Públicas angolano, Manuel Tavares de Almeida, um concurso público a que concorreram para empreitada 414 empresas e para fiscalização 57, “cujos resultados foram já apurados”, aguardam certificação do Tribunal de Contas.

O ministro falava nesta sexta-feira aos jornalistas, em Luanda, à margem do primeiro Fórum de Auscultação 2019 do setor.

O PNSE vai incidir na recuperação de estradas que precisam de intervenção ligeira e nalguns troços de intervenções profundas com o propósito de ter “muito breve toda a rede rodoviária de estradas asfaltadas recuperadas e concluídas todas aquelas que estão em curso”.

No domínio da fiscalização, Manuel Tavares de Almeida referiu que a mesma “só será eficiente se for remunerada a tempo”, assegurando que problemas registados anteriormente a nível de empreitadas “devem fazer parte do passado”.

“Estamos a reverter os problemas que tivemos anteriormente, daí que estamos a encontrar recursos para remunerar a fiscalização, tal como as empreitadas”, garantiu.

O governante recusou que o órgão que dirige tenha a missão de tapar buracos nas estradas do país, argumentando ser um trabalho dos governos provinciais e administrações locais.

O ministro referiu também que o Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA) tem a responsabilidade de estradas estruturantes que visam atender ao desenvolvimento e crescimento económico do país e “não tapar buracos”.

O ministério não é uma instituição para tapar buracos, portanto apelava-se muito à intervenção do ministério para tapar buracos e isto não é correto, estradas locais são cuidadas pelos governos provinciais e entidades municipais”, apontou.

Manuel Tavares de Almeida deu conta igualmente que o Governo angolano aprovou, recentemente, um Plano de Portagens e Pesagens para os postos fronteiriços, cujas receitas vão reverter para o Fundo Rodoviário.

Na primeira fase, explicou, as portagens foram aprovadas para a região de Massabi, província angolana de Cabinda, Luvu e Nóqui, província do Zaire, e para Santa Clara, província do Cunene, sul do país.

“E com as portagens teremos uma contribuição significativa para o Fundo Rodoviário fazer manutenção das estradas”, realçou.

Qualidade e Durabilidade das Estradas, Drenagem no Meio Urbano e as Ravinas são os temas em debate no encontro, que junta no Laboratório de Engenharia de Angola (LEA), em Luanda, engenheiros, arquitetos, instituições universitárias e operadores do setor.

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