Rádio Observador

G7

G7 discute Irão, Brexit, Amazónia e economia mundial

100

Os fogos que estão a devastar a Amazónia impuseram-se à última hora na agenda, com Macron a falar em "crise internacional" e a pedir aos países do G7 "para falarem desta desta emergência" na cimeira.

IAN LANGSDON/EPA

Autor
  • Agência Lusa
Mais sobre

As divergências em relação ao Irão, ao Brexit, aos fogos na Amazónia e ao comércio mundial deverão marcar a cimeira das grandes potências industriais (G7) que se inicia este sábado em Biarritz, França.

O Presidente de França, Emmanuel Macron, recebe naquela estância balnear do sudoeste do país, os dirigentes dos Estados Unidos, Donald Trump, Reino Unido, Boris Johnson, Alemanha, Angela Merkel, Itália, Giuseppe Conte, Canadá, Justin Trudeau, e Japão, Shinzo Abe.

Em Biarritz vão também estar o presidente do Conselho da União Europeia (UE), Donald Tusk, e vários chefes de Estado e de Governo convidados pela Presidência francesa, entre os quais o indiano Narendra Modi, o egípcio Abdel Fattah al-Sisi, o chileno Sebastian Piñera, o ruandês Paul Kagame ou o senegalês Macky Sall.

O programa inicia-se com um jantar, este sábado, e termina com uma conferência de imprensa final, na segunda-feira à tarde.

Os fogos florestais que estão a devastar a Amazónia impuseram-se à última hora na agenda, já de si ampla, com Macron a evocar uma “crise internacional” e a pedir aos países industrializados do G7 “para falarem desta emergência” na cimeira.

A sugestão foi de imediato criticada pelo Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que acusou Macron de “mentalidade colonialista” ao “instrumentalizar” o assunto propondo que “assuntos amazónicos sejam discutidos […] sem a participação dos países da região”, o que deu origem a escalada de tensão que levou o chefe de Estado francês a acusar o brasileiro de “mentir” quando afirmou que iria respeitar os compromissos ambientais e a anunciar que, nestas condições, França opõe-se ao acordo de comércio livre UE-Mercosul.

Segundo fontes diplomáticas francesas, os conselheiros políticos dos líderes do G7 estavam na sexta-feira a discutir e a preparar “medidas concretas” em relação à Amazónia, as quais “podem materializar-se no G7”.

Os fogos na maior floresta tropical do mundo vão, segundo as fontes, estar os principais pontos do jantar informal deste sábado e da reunião sobre ambiente prevista para segunda-feira.

O Irão é outro dos temas difíceis na agenda, com Macron a querer desbloquear a crise desencadeada pela retirada unilateral dos Estados Unidos do acordo nuclear de 2015, assinado entre o Irão e as potências do chamado grupo 5+1 (Alemanha, França, Reino Unido, Rússia e China e EUA).

Depois da decisão norte-americana, associada à imposição de fortes sanções, o Irão deixou de cumprir algumas das obrigações impostas pelo acordo, que limitava o seu programa nuclear em troca do levantamento das sanções económicas, e pede aos europeus, que querem preservar o pacto, medidas que permitam contornar as sanções norte-americanas.

A economia mundial, com sinais de uma possível recessão e com a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, será um dos temas mais importantes da reunião.

Para evitar uma repetição do que se passou na última cimeira, no Canadá, em que Trump recusou assinar o comunicado final com as conclusões com que tinha concordado, Emmanuel Macron decidiu eliminar o comunicado final, “esses comunicados que ninguém lê e que resultam de intermináveis conflitos burocráticos”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)